O Sistema de segurança funcionará durante
o apagão? Por quanto tempo o equipamento funcionará?
A comunicação entre o sistema (terminais de
alarmes) e a central de monitoramento 24 horas estará
garantida? Afinal, a segurança do imóvel e
das pessoas continuará eficiente durante a interrupção
de energia?
Essas dúvidas vem surgindo nos usuários de
sistemas eletrônicos de segurança. E podemos
dizer que os equipamentos e as centrais de monitoramentos
estão preparadas para esse fato, caso ele aconteça.
Aliás, por se tratar de um equipamento de segurança,
o fator interrupção de energia é um
item já previsto nos equipamento e nas instalação
de sistemas eletrônicos de segurança.
Essa garantia de funcionamento está relacionado
a dois itens existentes nos equipamentos: Nas centrais de
monitoramento 24 horas, os NO BREAKS e GERADORES de energia,
e nos terminais de alarmes instalados nas residências,
as BATERIAS. Assim toda a rede de sistemas eletrônicos
de segurança fica mantida, no caso de falta de energia.
A maior preocupação é com o estado
das baterias dos terminais de alarmes que ficam no cliente.
Sr. Mário Tavares, Diretor Presidente da ABESE, comenta
em entrevista à revista Proteger: “Existe a
necessidade de verificação das baterias dos
equipamentos que tenham no break, fazendo testes, substituindo
aquelas que estejam com a validade vencida, mesmo que ainda
estejam em plena carga. Elas serão submetidas a descargas
e recargas contínuas que podem danificar ou encurtar
o tempo de vida, pois essa não é a programação
delas. As centrais de monitoramento que têm mais cuidado
com o parque instalado, monitoram os sistemas para verificar
se as baterias estão descarregadas, assim elas têm
condição de informar o cliente da situação.
Até recomendo que os clientes perguntem para suas
empresas de monitoramento se elas estão verificando
ou não a condição da bateria. Por exemplo,
os alarmes usam normalmente baterias de 3,5A ou 7A. A de
3,5A está mais suscetível a apresentar defeito
no apagão, porque vai atender as primeiras 4 horas
,mas se a descarga for grande talvez não consiga
receber nas horas seguintes a carga necessária para
sofrer mais quatro horas de interrupção. A
recuperação dela estará comprometida.
Já uma bateria que esteja bem dimensionada , provavelmente
vai descarregar e receber carga normalmente, se as faltas
não forem exageradas.” . . . “se a bateria
estiver com carga baixa e faltar energia, pode provocar
muitos disparos falsos de alarmes porque diversos detectores
necessitam de alimentação mínima”.
Dessa forma é fundamental que o cliente esteja sabendo
se sua bateria está válida e funcionando corretamente.
Para isso, deve-se fazer uma verificação das
baterias de acordo com os procedimentos escritos no manual
de instalação e operação da
central de alarme instalada em sua casa e em caso de dúvida,
entrar em contato com sua operadora para o esclarecimento.
Já, quanto aos sinais de comunicação
entre os terminais de alarmes e as centrais de monitoramento
24 horas, não deve ocorrer problema algum, uma vez
que os mesmos utilizam a linha telefônica para fazer
o protocolo de comunicação, e as operadoras
de telefonia possuem autonomia de funcionamento.
Podemos dizer então que, observadas as questões
acima citadas e tomando os cuidados necessários,
os sistemas eletrônicos de alarmes funcionarão
normalmente no caso de ocorrer o “apagão”,
garantindo assim a preventiva segurança do lugar
e das pessoas.