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Clipping Eletrônico ABESE | segunda-feira | 03 | outubro | 2011 | edição 253 |
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Clipping Eletrônico A B E S E 2 5 3
Cada vez mais as câmeras de segurança fazem parte do cotidiano do brasileiro. Somente em São Paulo existem mais de um milhão de câmeras, e a expectativa é dobrar esse número em 2014. Uma câmera de segurança para cada dez habitantes: essa é a proporção da cidade de São Paulo em relação a esses equipamentos que cada vez mais se consolidam somo uma forma eficiente de proteger a população. Com ao menos um milhão de câmeras espalhadas pela capital paulista, e movimentando aproximadamente US$ 1.6 bilhão durante o ano de 2010, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), o setor de segurança eletrônica embala em um crescimento constante, e a cada dia se apresenta mais e mais presente no cotidiano do brasileiro. “Hoje a maneira de pensar das grandes cidades já está intrinsecamente ligada com sistemas integrados de monitoramento, tanto fora do Brasil, quanto em nosso país, e nesse sentido São Paulo está plenamente adaptado. O Circuito Fechado de Televisão (CFTV) é o carro-chefe de sistemas eletrônicos de segurança, representando cerca de 40% do segmento, pois, além de permitir gerenciar em tempo real um ambiente, ajuda a coibir ações criminosas”, afirma Oswaldo Oggiam, Diretor de Marketing da ABESE. Aquecido por conta dos grandes eventos esportivos, a expectativa da entidade é que o setor cresça 13% em 2011. Além disso, estudos apontam que em 2014 a cidade de São Paulo conte com dois milhões de câmeras de segurança. “O mercado de sistemas eletrônicos de segurança tem crescido a uma média de 13% ao ano, nos últimos l0 anos. Esse cenário deve permanecer e expandir, uma vez que o mercado é relativamente novo e deverá seguir com mais investimentos, seja por conta do desenvolvimento das tecnologias pela crescente classe média brasileira, seja devido à demanda do país com grandes eventos esportivos nos próximos anos, bem como a utilização dessas tecnologias pelos serviços públicos, afirma Oggiam. Como exemplo clássico dessa expansão dos sistemas de segurança eletrônica pelas cidades, tornando se um grande “Big Brother”, podemos pegar o suposto seqüestro do jogador Somália, do Botafogo, que, ao chegar atrasado a um dos treinamentos da equipe carioca, para não sofrer as punições do clube, justificou que foi vítima de um seqüestro relâmpago. No entanto, após analisar as imagens do sistema de CFTV do prédio onde o jogador morava, a policia viu que o atleta havia dado falso testemunho. “Ao sair de casa, uma pessoa passa ao menos por cinco câmeras até chegar ao local de trabalho. No início da utilização das câmeras de segurança, houve naturalmente uma rejeição. Mas hoje em dia esse cenário mudou e muitas pessoas são favoráveis. A população aumenta exponencialmente e os grandes centros estão cada vez mais habitados. Nesse cenário a segurança eletrônica é uma ferramenta a mais para prevenir, e proteger a sociedade”, explica Oggiam. Para Leonardo Vitulli, do departamento’ de Marketing da TecVoz, os sistemas de monitoramento são tendências que vêm para ficar, e já deveriam ser utilizadas bem antes. “Temos diversos exemplos de crimes que foram resolvidos por conta de uma câmera instalada em algum prédio ou comércio. Como o caso do ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godoy, que foi baleado e uma câmera flagrou o agressor, ou até mesmo as agressões aos jovens na Av. Paulista, uma das principais da cidade, de São Paulo. Ter câmeras de segurança espalhadas por diversos pontos da cidade é uma excelente ferramenta para a polícia no combate ao crime. Os poderes públicos deveriam investir mais nisso”, reitera Vitulli. No entanto, algumas cidades já se movimentam para utilizar os benefícios da tecnologia em prol da segrranç4 prefeitura de Barra do Garça, cidade com aproximadamente 60 mil habitantes, localizada no sudeste do estado do Mato Grosso, investiu em um projeto de CFTV espalhando câmaras por diversos pontos turísticos e comerciais. Segundo Jovair Jorge Colbeck, diretor da HM Segurança Máxima, empresa responsável pela integração do projeto na GSN Brasil, com a TecVoz, foram treinados policiais para operar as câmeras e desenvolvida uma Central Eletrônica localizada no Batalhão da Polícia Militar, reduzindo em cerca de 40% as ocorrências de criminalidade na cidade. “O monitoramento urbano é bem mais do que um sistema informatizado. Trata- se de uma solução sofisticada e ágil para melhorar a segurança levada à sociedade. “O sistema já gerou muita produtividade na prisão de pessoas envolvidas com tráfico de drogas, ajudando a polícia em roubos e furtos, e gravando imagens de ocorrências que viraram casos de policia”, conta. Para o executivo da ABESE, além de realmente servir como instrumentos para auxiliar a policia em ocorrências os sistemas de CFTV também auxiliam muito já na prevenção do ato. Ao avisar que ali há uma câmera, alteramos o inconsciente coletivo de todo já causando certo impacto, mudando os costumes. Corno simples exemplo, quando a legislação de trânsito decide multar um cidadão que estaciona o veículo sobre a faixa de pedestres e há a divulgação de que haverá uma câmera para flagrar essa delito, certamente serão pouquíssimos os condutores a parar nesse lugar”, finaliza Oggiam. (Revista Voz/SP – Setembro.11)
Detran instalou 15 câmeras para fazer o monitoramento dos exames de direção. O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) instalou 15 câmeras na pista de provas práticas de direção veicular, na sede do órgão, no bairro de Mangabeira. O superintendente do órgão, Rodrigo Carvalho, explicou que o monitoramento eletrônico dos exames de direção tem a intenção de coibir qualquer tentativa de fraude na avaliação dos candidatos à Carteira Nacional de Habilitação. Foram investidos R$ 2 mil. As imagens dos testes serão gravadas e acompanhadas diariamente pela Corregedoria do Detran-PB e pela Controladoria Regional de Trânsito e poderão ser acessadas por candidatos que se sintam prejudicados após reprovação. Os examinadores também contarão com o recurso das imagens para comprovar o motivo de reprovação dos candidatos. Rodrigo Carvalho revelou que, desde que os testes passaram a ser realizados com mais rigor, o índice de reprovação varia entre 36% e 47%, um percentual considerado elevado, tendo em vista que só na pista de provas de João Pessoa são realizados até 400 testes por dia. Os principais motivos de reprovação na prova prática de direção são a falta de atenção à sinalização e dificuldades na baliza. O próximo passo será a instalação de câmeras na pista de provas da 1ª Ciretran, em Campina Grande. Nos demais municípios, serão adotadas câmeras móveis durante a realização dos exames agendados. Ele lembrou que os Centros de Formação de Condutores são fiscalizados cosntantemente, a fim de verificar as condições de funcionamento e o cumprimento das resoluções do Conselho Nacional de Trânsito e adiantou que, em breve, serão obrigados a adotar a biometria, que é a identificação dos candidatos pela impressão digital. A ideia é controlar a frequência dos candidatos nas aulas teóricas e práticas. (Jornal da Paraíba/AM, 28/09/2011)
Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Seds) tem investido em informação e tecnologia como estratégia para potencializar o combate à criminalidade no Estado. Um exemplo disso foi a criação do Núcleo de Análise Criminal e Estatística, que trabalha diariamente no mapeamento da violência, oferecendo subsídios importantes à ação policial. Com ferramentas modernas de geoprocessamento e profissionais especializados, o núcleo monitora os índices da violência, identifica os locais de maior incidência de crimes. Esta é a primeira vez que essa tecnologia é utilizada pela Secretaria da Segurança no combate ao crime. Os resultados das análises criminais são discutidos, semanalmente, durante reuniões de avaliação e controle realizadas entre os gestores de segurança, na sede da Secretaria, em Mangabeira. Operações de grande porte já foram realizadas com base no trabalho de monitoramento e resultaram em importantes prisões e apreensões. Monitoramento por câmeras – A ideia é instalar câmaras em locais com maior incidência criminal. Os pontos serão eleitos com base nas análises realizadas pelo Núcleo. O projeto prevê a aquisição de câmeras modernas, com sistema de blindagem para evitar a ação de vândalos, podendo ser fixas ou móveis, servindo de incremento da atuação policial. “Será mais uma ferramenta tecnológica usada a serviço da segurança pública, ampliando o olhar da polícia e garantindo mais segurança para a população”, avaliou o assessor de ações estratégicas da Seds, o tenente coronel Júlio César. (Portal Guia do CFTV/SP, 30/09/2011)
As primeiras câmeras de segurança começaram a ser instaladas no centro de Patos, na noite desta quinta-feira, 29 de setembro. A parceria entre a Prefeitura Municipal e a empresa de segurança particular Fortalseg/Fortaleza, prevê a instalação, a princípio, de 44 pontos, que podem conter de uma a oito câmeras em diversos locais da cidade. A parceria, caracterizada pelo custo zero a população e a Prefeitura Municipal, garantirá a diversos órgãos de segurança pública da cidade, assim como a STTRANS o acesso gratuito as imagens, esta última, para melhor controle e organização do trânsito. O diretor da empresa de segurança particular Fortalseg, Thiago Wanderley, explicou como funcionará o sistema em Patos. “Após estudos e análises, desenvolvemos um projeto para instalar câmeras em todo o centro da cidade, expansivas para os bairros. No início serão 44 pontos instalados, cada ponto, contendo mais de uma câmera, com zoom de até 200 metros de lentes fixas, e uma lente móvel, cujo alcance é de um quilômetro. Queremos juntar todas as forças, Polícia Militar, Civil e Federal, e a STTRANS, focadas em uma central de monitoramento moderna, desenvolvida somente para a segurança pública, fora a central de monitoramento da empresa, que estará voltada para o comércio e estabelecimentos privados. Além disso, todas as imagens serão gravadas, pois utilizaremos três arquivos de segurança distintos”, esclareceu. De acordo com o diretor da empresa Fortalseg/Fortaleza, se em cada ponto de instalação tiver quatro câmeras, serão 176 câmeras instaladas, superando inclusive cidades como Campina Grande, que apresentam 11 pontos de instalação. “Até o final de outubro, Patos já terá um sistema equivalente ao de Campina Grande, com mais de 11 pontos instalados. O primeiro ponto está sendo instalado no cruzamento da Rua Pedro Firmino com a Rua Epitácio Pessoa, no girador defronte a Prefeitura Municipal”, ressaltou. Segundo Thiago Wanderley, pela conceção dos pontos de instalação, a implantação do sistema representa custo zero para a Prefeitura. “As câmeras não vão tirar a privacidade de ninguém, porque estão sendo colocadas, apenas, em áreas públicas, pois não contemplaremos áreas privadas sem autorização. A parceria com a Prefeitura se dá apenas, com a liberação dos pontos, pois todo o investimento monetário é da empresa, em contrapartida nós cederemos as imagens para a STTRANS e demais órgãos de segurança competentes, na cidade de Patos”, acrescentou. O Prefeito Nabor Wanderley, destacou como sendo necessário um sistema como esse, devido o crescimento da cidade de Patos. “É uma parceria importante, pois estamos dando condições da empresa fazer o monitoramento de diversas ruas da cidade, com tendência de ampliação, principalmente no setor de comércio. A Prefeitura está dando um termo de autorização para que a empresa coloque as câmeras, e em troca, a Prefeitura vai receber gratuitamente as imagens, não havendo nenhum custo financeiro para a Prefeitura, nem mesmo com a instalação, pelo contrário, nós vamos é ganhar com isso, pela questão da segurança, do trânsito e podermos com essas imagens, fazer um planejamento maior de trabalho, auxiliando, inclusive, a Guarda Municipal que estamos criando. Então acho que a cidade já merecia uma ação desse porte pela sua importância, pelo comércio forte que possui, e pela rotatividade de pessoas que todos os dias chegam e saem da nossa cidade,” concluiu o Prefeito Nabor Wanderley. (Portal Prefeitura de Patos/PB, 30/09/2011)
Imagens digitais, que podem ser enviadas com facilidade e rapidez através da internet, são a nova aposta para o monitoramento eletrônico. Segundo dados levantados pela empresa IMS Research, o crescimento anual no setor de câmeras analógicas de segurança na América Latina será de apenas 1,3% até 2014, enquanto sistemas em rede terão índice de quase 40%. O aumento acontece porque o CFTV possibilita envio e análise de dados com maior eficácia. O faturamento desse sistema é atualmente de US$ 2,5 bilhões em escala global. Dentre suas tecnologias, as mais procuradas são as câmeras IP, aquelas em que o usuário pode visualizar ao vivo as imagens por meio de uma rede local ou remota, via internet. De acordo com a ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), sua participação no mercado da segurança eletrônica fica em primeiro lugar, equivalendo a também 40% do total entre alarmes, controles de acesso e detectores de incêndio. Essa inteligência vem gerando expectativas em todo o mundo e já cria uma tendência. A tecnologia já está presente no Brasil, mas ainda em pequeno número. O mercado brasileiro de segurança eletrônica cresceu, em média, 13% nos últimos oito anos, e o número deve chegar a 17% até 2016, segundo pesquisa da SIA. Atualizada, a Graber desenvolveu um produto chamado “Graber Viu”, que, sem a necessidade de nenhuma infraestrutura adicional para seu funcionamento, permite abrir ou fechar portas, acender luzes e disparar sinais sonoros de uma residência ou empresa, por exemplo, além de acompanhar um veículo ou uma frota inteira de qualquer lugar, inclusive com veículos em movimento. O serviço transmite as imagens em 3G ou GPRS e o cliente pode acompanhar o que se passa em seu condomínio, residência ou empresa através do celular. Graças a esse avançado sistema de troca de dados, as falhas de segurança tendem a cair. É mais uma vez a tecnologia como uma forte aliada na manutenção da segurança e essencial para evitar surpresas e garantir o conforto que sempre precisamos. (Portal Qual Imóvel/SP, 28/09/2011)
Os empresários e profissionais do mercado de sistemas eletrônicos de segurança do Paraná terão, nos dias 20 e 21 de outubro, a oportunidade de debater as principais novidades e desafios do setor. Com o objetivo de possibilitar a troca de conhecimento e experiências, o SIESE-PR promove o V Encontro das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Paraná, no Hotel Lizon, em Curitiba. O evento contará com um circuito de palestras destacando os temas: Gestão Tributária – Uma ferramenta necessária para a sobrevivência financeira das empresas de sistemas eletrônicos de segurança; Sucesso e Superação – Como empreender, motivar, comprometer, trabalhar em equipe e superar todas as metas; e O Poder da Marca e a importância da sua Titularidade Oficial. “Escolhemos temas de fundamental importância para consolidar os negócios do mercado de sistemas eletrônicos de segurança auxiliando na profissionalização e gestão da atividade. Nosso encontro chega em sua quinta edição em um momento aquecido do mercado, e é importante que as empresas estejam preparadas para os desafios e oportunidades desse cenário”, afirma Marcelo Ferreira, presidente do SIESE/PR (Sindicado das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Paraná). O estado do Paraná, juntamente com Santa Catarina e Rio Grande do Sul, representa 22% do mercado de sistemas eletrônicos de Segurança no País. Em 2010, o segmento registrou crescimento de 12% no Brasil, com faturamento de US$ 1,68 bilhão, conforme dados da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). [juliana@textoassessoria.com.br] V Encontro das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Estado do Paraná 20/10 – 20h: Coquetel de Boas Vindas 21/10 – 8 às 18h: Circuito de Palestras Local: Hotel Lizon – Av. Sete de Setembro, 2246 – Centro – Curitiba/PR Programação: Gestão Tributária – Uma ferramenta necessária para a sobrevivência financeira das empresas de sistemas eletrônicos de segurança Palestrante: contador Fabiano Sartori Sucesso e Superação – Como empreender, motivar, comprometer, trabalhar em equipe e superar todas as metas Palestrante: Prof. Osmar Coutinho O Poder da Marca e a importância da sua Titularidade Oficial Palestrante: Dr. Marcos Caxambu Informações e inscrições: (41) 3013-1300 (Portal ParanaShop/PR, 29/09/2011)
Fiscais do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) autuaram três empresas de ônibus por não cumprirem a exigência de instalação de câmeras nos veículos. Os equipamentos dão maior segurança aos passageiros, além de garantir viagens mais controladas. No total, foram aplicadas 93 multas - cada uma no valor de R$ 1.890,31. A mais multada foi a 1001 com 80 infrações recebidas seguida pela Caravelle com nove e a Nossa Senhora do Amparo, com quatro multas. Segundo portaria do Detro, a frota intermunicipal deveria estar totalmente equipada desde o ano passado. A exigência prevê a instalação de três câmeras por ônibus, tanto do lado de fora quanto de dentro do veículo, para checar o que acontece dentro dos coletivos e identificar infrações dos motoristas, como o descumprimento de itinerários, e a não parada em pontos para idosos e estudantes. (Revista Segurança e Cia/SP, 26/09/2011)
Com 5,1 milhões de pessoas em regime de liberdade vigiada nos Estados Unidos, um estudo do Instituto Nacional de Justiça, feito na Flórida, recomenda maior emprego de dispositivos de monitoramento eletrônico no país como alternativa à prisão. De acordo com o estudo, o custo da detenção é seis vezes maior do que o do monitoramento eletrônico. "Os custos são de US$ 20 por dia para o monitoramento eletrônico e de US$ 120 por dia para a prisão", disse, este mês, o xerife de San Francisco, Michael Marcum, ao jornal The Examiner. Mas o custo é mais alto para as pessoas obrigadas a usar o dispositivo, reconhece o estudo. Para pesquisadores do Centro de Criminologia da Universidade da Flórida, foram entrevistadas pessoas já condenadas por crimes comuns ou violentos, em regime de liberdade provisória, liberdade condicional ou prisão domiciliar. Não participaram do estudo pessoas em liberdade vigiada antes do julgamento. Em várias áreas dos EUA, há programas de monitoramento eletrônico para pessoas que são acusadas de crime, mas não têm dinheiro para pagar a fiança estipulada pelo juiz. Ele oferece então a elas a alternativa do monitoramento eletrônico a aguardar o julgamento na cadeia. Também foram ouvidos os agentes judiciários encarregados de vigiá-las. Houve unanimidade entre as duas fontes de informação sobre alguns fatos. Por exemplo: o monitoramento eletrônico estigmatiza socialmente as pessoas vigiadas, dificulta seus relacionamentos e suas atividades familiares, além de prejudicá-las no trabalho. E houve discordâncias: 58% dos agentes acreditam que o monitoramento eletrônico dificulta a fuga das pessoas em liberdade vigiada, enquanto 85% dos monitorados afirmam que o dispositivo não impede ninguém de desaparecer no mundo. Em sua análise quantitativa, o estudo mostrou: 1) o monitoramento eletrônico reduziu em 31% o índice de falhas das pessoas vigiadas em cumprir as regras do sistema, em comparação com os métodos convencionais; 2) o índice de falhas em cumprir as regras da liberdade vigiada foi maior entre pessoas acusadas de crimes violentos do que entre as acusadas de crimes sexuais, crimes contra a propriedade, tráfico de drogas e outros tipos de crimes; 3) o índice de falhas foi menor entre as pessoas monitoradas eletronicamente por GPS (Global Positioning Systems) do que por sistemas de rádio frequência (RF). Na análise qualitativa, o estudo indica que, de uma maneira geral, o monitoramento cumpre seus objetivos primários de forçar as pessoas a cumprirem os termos da liberdade vigiada, rastrear os usuários do dispositivo, reduzir a reincidência e proteger o público. Mas cria distorções. Por exemplo, o público associa o uso do dispositivo de monitoramento eletrônico a criminosos sexuais, porque a imprensa faz constantemente essa associação ao noticiar casos de abuso sexual — um alto preço para pessoas acusadas de cometer crimes mais leves. Custos do monitoramento eletrônico As pessoas em liberdade vigiadas podem ter ou não um custo financeiro pelo monitoramento eletrônico e também pela supervisão. Os pagamentos mensais pelo monitoramento eletrônico, fixados pelos tribunais, foram dispensados para 39% (pouco mais de um terço) dos monitorados. Entre os 61% que foram obrigados a pagar, 53% não estão efetuando os pagamentos mensais; 15% pagam menos de US$ 50; 6%, de US$ 51 a US$ 100; 12% de US$ 101 a US$ 200; e 14%, mais de US$ 201. A média é de US$ 64 por mês. Os pagamentos mensais pelos serviços de supervisão foram dispensados para 32% dos monitorados. Dos 68% que têm de pagar, 48% não pagaram nada; 28% estão pagando menos de US$ 50. 12% de US$ 51 a US$ 100; 5% de US$ 101 a US$ 200; 5% mais de US$ 201. A média é de US$ 38,70 por mês. Relacionamentos Entre os monitorados com relacionamentos conjugais, apenas 14% descreveram seus parceiros como compreensivos e solidários; 43% deles disseram que o relacionamento foi bastante prejudicado pelo uso do dispositivo de monitoramento eletrônico que traz problemas e algumas inconveniências para seus parceiros; 15%, que o tempo com seus parceiros foi reduzido; 28%, que não houve um impacto significativo. Entre os agentes judiciários, 89% declararam que o dispositivo causa mudanças significativas no relacionamento dos monitorados. Com relação aos filhos, 37% dos monitorados disseram que não percebem um efeito significativo; 6%, que seus filhos não entendem a razão das restrições impostas pelo monitoramento; 32%, que houve um impacto negativo e distanciou as crianças; 14%, que o regime limita os lugares que podem ir com os filhos. Os pesquisadores destacaram as seguintes declarações: "Sinto como se meus filhos também estivessem na prisão"; "Meu filho amarra um relógio em seu calcanhar para ficar como o pai"; "Quando o dispositivo toca, as crianças se agitam, porque pensam que a Polícia está vindo para me levar para a cadeia". Entretanto, 7% declararam que a família viu um lado bom: ele fica mais tempo em casa. Com relação aos amigos, 42% dos monitorados declararam que não veem um efeito significativo; 29%, que ficou difícil fazer novos amigos; 16%, que se afastaram dos velhos amigos; 5%, que seus amigos ficam envergonhados e já não se sentem à vontade com a amizade; 5%, que não têm mais amigos; 2%, que o dispositivo deixa as pessoas curiosas e é motivo para início de conversas; 1%, que fizeram amigos na vizinhança, que sentiram vontade de lhe dar apoio. Declarações destacadas pelos pesquisadores: "Que amigos?"; "Eles fazem piadas: quem é aquele com uma TV amarrada no calcanhar?"; "Não deixo eles saberem. Escondo o dispositivo"; "Cortei relações com todos os amigos, porque não posso ir a lugar algum". Busca de trabalho Na busca de emprego, 61% dos monitorados declararam que foram prejudicados pelo dispositivo de monitoramento eletrônico, que tem de permanecer visível todo o tempo, quando foram a entrevistas. Fatos relatados: ao notar o dispositivo, os empregadores assumem uma atitude defensiva; mesmo que o monitorado se saia bem na entrevista, o telefone confirmando o emprego nunca chega; a maioria dos empregadores pensa que você é um criminoso perigoso, sem sequer perguntar quais foram as acusações; empregadores dizem que podem assustar e afastar clientes; empregadores acham que os clientes vão associar a empresa com o funcionário "criminoso". Entre os monitorados que perderam seus empregos, 32% disseram que a causa foi a perda do sinal do dispositivo, quando dentro de um prédio por tempo superior ao limite (o sistema emite um alarme que assusta as pessoas ou o monitorado tem de sair à rua e permanecer lá por uns 15 minutos para o sinal ser restabelecido); 28%, por causa da limitação de sua flexibilidade de horários, tempo de trabalho, distância da casa, etc.; 27%, por causa de responsabilidades pessoais; 5%, por causa de clientes que não gostaram de ver o dispositivo; 8%, por outras razões. Entre os monitorados que não foram demitidos, 25% têm problemas, de qualquer forma; 75% deles trabalham menos do que poderiam ou gostariam; 15% declararam que não podem fazer horas extras; 60% disseram que seus problemas são o horário de ir para casa, limitações de viagens e flexibilidade reduzida; 10%, que as pessoas respondem negativamente ao perceberem o aparelho. Entre as autoridades judiciárias, 94,4% (9 em 10) declararam acreditar que os monitorados têm problemas na área de trabalho por causa do dispositivo. (Portal Tribunal de Justiça/RO, 27/09/2011)
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