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Clipping Eletrônico A B E S E | segunda-feira | 05 | setembro | 2011 | edição 249 |
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Clipping Eletrônico A B E S E 2 4 9
Condomínios residenciais de São Paulo poderão autorizar observação externa. Acesso a rede particular deve ocorrer em até dois anos; plano prevê mais câmeras próprias e acordos com prefeitura. Para combater furtos e roubos, a Polícia Militar paulista prepara ampla expansão da vigilância eletrônica, que inclui acesso on-line a câmeras privadas, incluindo prédios comerciais e residenciais, desde que haja autorização."Em questão de um ou dois anos, teremos acesso à rede particular", afirma o comandante da PM, coronel Álvaro Camilo, segundo quem o projeto inclui também novos equipamentos próprios e o acesso à rede da prefeitura. O uso de câmeras privadas é possível com a tecnologia IP, criada em 1996, mas que se popularizou nos últimos anos -hoje ainda representa menos de 10% do total. Ao contrário das analógicas -que só gravam imagens-, a câmera IP permite trocar dados on-line. É ela que possibilita que se acesse do escritório ou do celular câmeras instaladas em casa."Imagine que na Oscar Freire lojistas vejam pessoas suspeitas. Eles passam o IP [identificador], a gente acessa e passa a observar a rua por meio das câmeras deles." Segundo Camilo, o acesso terá de ser autorizado por meio de um cadastro prévio, e a adesão será voluntária. Embora a prioridade sejam as câmeras voltadas para a rua, com o IP, é possível acessar também as internas, como em prédios residenciais. A medida é polêmica, diz Percival Maricato, diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, setor que tem sido alvo de arrastões. "Um restaurante é local para intimidade. Ter câmeras que cheguem à polícia pode não ser muito agradável."Para José Henrique de Souza, secretário-geral do Sinconedi (sindicato de condomínios de SP), a ideia é "excelente", embora possa haver resistências. "Mas aí chama-se assembleia, discute-se e vota-se. A maioria vence." Para Oswaldo Oggiam, da Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica, é preciso controle sobre o acesso e o uso das imagens. Ele lembra que hoje a privacidade já é comprometida quando a polícia requisita imagens gravadas. "Sempre haverá registro de morador." Marcelo Ponte, diretor da Axis Communications, multinacional que criou a câmera IP, sugere limitar as câmeras que podem ser acessadas. A PM irá ampliar o total de câmeras próprias -270 na capital. A ideia é chegar a 3.000 em três anos. Outra frente é fazer acordos com a prefeitura, que tem cerca de 3.000. Já há um convênio do final de 2010 com a Guarda Civil Metropolitana (200 aparelhos). Outro está sendo feito com a Companhia de Engenharia de Tráfego (300). (Jornal Folha de S. Paulo/SP – 01/09/2011)
Um refúgio distante dos problemas dos bairros mais populosos da cidade, com terrenos espaçosos e cercados por um clima bucólico de interior. Esses eram os principais chamarizes do Morumbi quando ele começou a se desenvolver, em meados do século XX. Com o passar do tempo, ganhou uma série de outros atrativos. Em sua área de 11,5 quilômetros quadrados, encontram-se hoje a sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes, o maior estádio particular do Brasil, o Morumbi, e um dos mais modernos hospitais privados da América Latina, o Albert Einstein. Sua população cresceu rapidamente e atingiu a marca de 221.500 habitantes, considerando seus três distritos Morumbi, Vila Sônia e Vila Andrade. No mais rico deles, o do Morumbi, 64% dos domicílios contam com renda superior a vinte salários mínimos, o equivalente a 10.900 reais (na cidade, o índice é de 17%). As mansões que sempre conferiram à área um ar de riqueza dividem espaço hoje com um número de prédios cada vez maior — o bairro tornou-se o campeão da capital em lançamentos imobiliários, com 8.000 apartamentos novos comercializados nos últimos três anos. Apesar das enormes transformações, mantém-se como um oásis arborizado, com 239 metros quadrados de área verde por pessoa, o que corresponde a quase cinco vezes a média da cidade. Nos últimos tempos, entretanto, a atmosfera de tranquilidade dessa região paulistana deu espaço a um grande sentimento de insegurança. Os moradores estão assustados com o recente aumento no número de roubos. Em julho, as duas delegacias responsáveis pela área, o 34º e o 89º DPs, contabilizavam um total de 325. No mês anterior, a situação tinha sido ainda pior, com um pico de 376. Considerando a evolução do problema desde o começo do ano, verificou-se um crescimento de 55,5% nas ocorrências ao longo do semestre, índice superior aos 11% registrados na capital. A modalidade de crime que se destaca no Morumbi são os roubos a residências. Entre 1º de julho e 24 de agosto, houve por ali 51 dessas ações, ou seja, uma média de quase uma por dia. Preocupados com o avanço da criminalidade, moradores se mobilizaram para chamar a atenção do poder público. Unido em torno de uma rede social na internet, um grupo de 4.000 integrantes imprimiu 15.000 panfletos, afixou 400 cartazes no bairro e organizou um protesto no domingo passado (28). Cerca de 2.500 pessoas participaram do ato, que terminou com um abraço simbólico na Praça Vinícius de Morais, vizinha ao Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, centenas de balões brancos foram soltos no céu. Nas rodas de conversa, era claro o impacto desses números negativos na rotina de quem vive na redondeza. Senhoras comentavam que usam agora bolsas de “mentira”, com apenas alguns trocados dentro. Empresários aproveitavam o encontro para trocar dicas sobre sistemas de segurança patrimonial. “Comprei um equipamento que me permite ver no celular todas as oito câmeras da minha casa, em tempo real. Acesso o aplicativo de quinze em quinze minutos”, dizia o economista F.G. Ele teve sua casa invadida em 9 de maio e, assim como várias outras vítimas que concederam depoimentos à reportagem de VEJA SÃO PAULO, teme fornecer o próprio nome para evitar represálias. Perto de lá, e ao redor de muitos dos endereços assaltados neste ano, há placas anunciando a venda de imóveis. “As pessoas estão muito amedrontadas”, afirma Júlia Rezende, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Morumbi. Não é de hoje que a região é visada por bandidos. As razões vão da grande concentração de moradores de alta renda convivendo ao lado de duas grandes favelas (Paraisópolis e Real Parque) às deficiências crônicas do bairro, como praças sem poda que acabam virando refúgio dos assaltantes e ruas mal iluminadas com pouco movimento à noite. O que chama atenção agora é a ousadia dos criminosos. Muitos agem à luz do dia, portando armamentos pesados para intimidar as vítimas e entrar nas residências. “Na minha rua praticamente todo mundo já sofreu algum tipo de trauma”, conta o engenheiro Daniel Marques de Almeida, de 70 anos, internado desde 19 de agosto num hospital da região após ter sido baleado durante uma tentativa de roubo. Naquele dia, ele estava chegando em casa de carro e, quando abriu o portão, viu lá dentro duas pessoas estranhas. “Minha reação na hora foi acelerar”, relata. Acabou levando um tiro de fuzil nas costas. Hoje, tem dificuldade para mexer o lado esquerdo do corpo. Entre os pontos mais críticos do Morumbi estão as vias com saída para a Marginal Pinheiros, que servem de rota de fuga para os marginais, e a Rua Dr. Francisco Tomás de Carvalho, conhecida como ladeirão, que liga a Avenida Giovanni Gronchi à região da Vila Andrade, nas redondezas de Paraisópolis. “Ali, os roubos são muito frequentes”, diz o delegado Carlos Batista, titular do 89º DP. Ocorrem também problemas nas ruelas próximas ao Clube Paineiras. Depois dos assaltos recorrentes no local nos últimos meses, há um intenso movimento de carros da Polícia Militar e de segurança privada fazendo escolta de quem entra e sai das casas. Uma das empresas responsáveis pelo serviço, batizada de Sociedade Amigos da Colina das Flores, é uma cooperativa criada há treze anos pelos moradores. “Percebemos que não adiantava só colocar guaritas nas ruas, pois os vigias eram os primeiros a ser rendidos pelos bandidos”, diz Camila Moraes, diretora da companhia, que conta com 125 famílias associadas. Cada uma paga mensalidade de 1.135 reais. O crescimento das favelas da região nos últimos anos é um dos fatores que explicam a atual onda de criminalidade. Paraisópolis, a maior delas, surgida nos anos 60, tem hoje 80.000 habitantes e já é a segunda da cidade em população, atrás apenas de Heliópolis, na Zona Sul, com 100.000 pessoas. A Real Parque, por sua vez, dobrou de tamanho nos últimos cinco anos, chegando a 4.000 moradores. “Além de serem rota de fuga, as favelas abrigam parte dos bandidos que atuam no Morumbi”, afirma o capitão Claudisbel Barbosa dos Santos, comandante da 2ª Companhia do 16º Batalhão, responsável pelo bairro. Na opinião dos especialistas, não há uma quadrilha única por trás dos assaltos e roubos. “São os chamados crimes de oportunidade”, diz o coronel Álvaro Camilo, comandante-geral da PM no estado. Em pronta resposta, a Secretaria de Segurança Pública, numa ação coordenada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, pôs em prática nas últimas semanas duas grandes operações. Em uma delas, batizada de Saturação, a PM ocupou as principais favelas, realizando bloqueios nas entradas e incursões ao seu interior para revistar moradores e prender suspeitos de roubos. Em outra, chamada de Colina Verde (em referência ao significado de Morumbi na língua tupi), reforçou em 50% o policiamento nas ruas do bairro, colocando mais 100 soldados por turno, um pelotão da Rota com cinco viaturas, quinze carros da Força Tática, trinta motos e o helicóptero Águia. Como resultado desse esforço, ocorreram doze prisões, uma apreensão de arma e 3.459 revistas em suspeitos, apenas entre 25 e 31 de agosto. Mais relevante ainda foi a queda da criminalidade nesse período em comparação com as ocorrências registradas na semana imediatamente anterior. Os roubos em geral caíram pela metade e os furtos sofreram uma redução de 33%. Nos próximos meses, as autoridades devem colocar mais bases móveis da PM na vizinhança e estudam instalar um ponto de policiamento permanente dentro de Paraisópolis, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores. Responsável por essas ações, a Secretaria de Segurança já conquistou vitórias importantes na batalha contra a criminalidade em São Paulo. A taxa de homicídios na capital nos primeiros seis meses deste ano foi de 8,3 mortes por 100.000 habitantes, o menor índice desde os anos 60. Apesar do avanço, ainda há muito que fazer. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, por exemplo, cresceram 12% no período. Outro indicador que preocupa diz respeito aos crimes contra o patrimônio (roubo, furto e roubo de veículos, de cargas e a banco), que tiveram alta de 11,5% no primeiro semestre. A onda de assaltos no Morumbi integra a lista de novos desafios que precisam ser enfrentados. Os moradores e frequentadores de um dos melhores e mais valorizados bairros paulistanos torcem para que ele volte a ser, quanto antes, o mesmo oásis de tranquilidade que foi no passado. (Revista VejaSP/SP – 04/09/2011)
Em até 90 dias, o sistema com as 30 câmeras digitais de vídeomonitoramento eletrônico de São José deve estar completamente concluído. Do total dos equipamentos, até agora apenas nove foram instalados. A licitação para a contratação dos links para permitir a comunicação entre as outras 21 câmeras e a Central de Monitoramento será aberta na próxima semana. As informações são do coordenador do Sistema de Vídeomonitoramento Urbano da SSP (Secretaria de Segurança Pública), tenente-coronel Vânio Luiz Dalmarco. Segundo o secretário Municipal de Segurança, Defesa Social e Trânsito, Sanderson de Jesus, as 21 câmeras de monitoramento são equipamentos caros e foram adquiridos com recursos próprios. Ainda de acordo com Sanderson, os moradores cobram a instalação dessas câmeras e é preciso que se tenha um cronograma de trabalho. O secretário acredita que uma vez concluído, o sistema ajudará no controle de atos de vandalismo e depreciação do patrimônio público. (Revista Segurança e Cia/SP – 30/08/2011)
Os vigilantes armados passam a fazer a segurança das agências a partir da semana que vem. Desde 2001, os Correios em todo o país passaram a fazer serviços de banco, mas sem a mesma segurança das agências bancárias. Flagrantes mostram que os bandidos conseguem roubar com facilidade nesses lugares. Os funcionários, traumatizados, deixam o trabalho. Goiás é o primeiro estado do Brasil a tomar essa medida. (Portal R7/SP – 31/08/2011)
Seis pessoas participaram da agressão. Câmeras de segurança da polícia instaladas na rua registraram um jovem sendo espancado por seis pessoas na madrugada deste domingo (4) no Centro de Lavras, na Região Sul de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Militar (PM), oito pessoas foram levadas para a delegacia. As imagens mostram que, antes de ser agredido, o jovem começou a briga com outra pessoa saindo de um bar. Depois de um tempo, três pessoas chegam e começam a bater na vítima. Mais três se aproximam e ajudam no espancamento. A vítima levou chutes no corpo e na cabeça durante cerca de dois minutos, até a chegada da polícia. Um dos suspeitos percebeu a chegada da PM e conseguiu fugir. Depois de aproximadamente três minutos, ele voltou na companhia de uma mulher. De acordo com a polícia, das oito pessoas levadas para a delegacia, um adolescente foi apreendido e duas pessoas foram detidas. O jovem espancado foi levado para o Pronto-Atendimento de Lavras com escoriações pelo corpo. Ele foi medicado e liberado. (Portal G1/SP – 02/09/2011)
Foram furtados 20 quilos de carne, eletroeletrônicos e produtos de limpeza. A Polícia Civil de Pernambuco está investigando a ação de um homem que foi flagrado por câmeras de segurança da Escola Estadual Maria Auxiliadora Liberato, após invadir e furtar o estabelecimento de ensino na madrugada, em Caruaru (PE). De acordo com a secretaria estadual de Educação, a escola foi arrombada por mais de uma pessoa. Os invasores, segundo a Gerência Regional de Educação (GRE), furtaram três máquinas fotográficas, dois aparelhos de som, material de limpeza e 20 quilos de carne da merenda escolar. A direção da escola registrou o furto na delegacia local e as imagens captadas pelas câmeras já foram repassadas à polícia com o objetivo de ajudar nas investigações. Nas imagens, o invasor percebe a câmera de segurança após pular o muro e tenta esconder o rosto com a camisa. Em uma das salas invadidas, o assaltante chegou a quebrar o forro do teto para conseguir sair com os equipamentos, já que a porta do local tinha uma grade com cadeado. (Portal G1/SP - 29/08/2011)
Para o vice-presidente da SIESE/RN, segurança privada é uma ferramenta auxiliar do poder público e não seu substituto. Os crescentes índices de violência do estado e as limitações impostas ao seu aparato de segurança se não são os maiores, com certeza são dois dos principais fatores que vêm estimulando a contratação de empresas de segurança privada. Hoje, é comum a presença de vigilantes, armados ou não, na frente de prédios e escritórios controlando o acesso de visitantes. Câmeras de monitoramento, sensores de movimento e cercas elétricas em residências. Para a maioria das pessoas, segurança nunca é demais. Porém, para o Vice-presidente do Sindicado das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança do Rio Grande do Norte (SIESE/RN), Robson Fontes, a contratação de uma empresa de segurança privada não substitui o trabalho das polícias. Para ele, a empresa tem um papel fundamental de reforçar este trabalho, por exercer um forte poder de intimidação e inibição de agentes agressores. “A segurança privada é uma ferramenta auxiliar do poder público, não seu substituto”, pontuou. Ele explica que as empresas de segurança privada exercem suas atividades através da análise de risco e na elaboração de projetos de segurança que visam evitar ou minimizar as perdas patrimoniais. E ressalta que caso o sistema não funcione, as polícias Civil, Militar ou Federal são informadas para que realizem diligências no sentido de punir os responsáveis e recuperar os objetos roubados. Fontes ainda comenta que a sensação de segurança vivida nos condomínios e residenciais realmente é maior, em virtude de uma integração da segurança física e eletrônica que é contratada pelos administradores. Porém adverte que contratar uma empresa de segurança privada não é a solução definitiva para se evitar perdas, furtos e roubos. Ainda de acordo com ele, os procedimentos e normas de segurança devem ser seguidos por todos, desde aqueles que efetivamente provêm a segurança aos funcionários e proprietários dos imóveis. Um caso recente, que ilustra bem essa preocupação de Fontes, ocorreu no final de julho deste ano, quando a ex-esposa de um deputado federal, que mora em um condomínio de luxo na zona Sul de Natal, teve sua residência invadida por assaltantes, Após burlarem todo o sistema de segurança do condomínio, o bando levou uma grande quantia de dinheiro e jóias da vítima e saiu do condomínio, fugindo no veículo dela, como se fossem visitantes. Porém o tema “Segurança” não pode ser tratado apenas sob a ótica do investimento público em policiamento ou privado em equipamentos eletrônicos, mas como algo de responsabilidade de todo cidadão. Uma rua sem iluminação pode contribuir para o aumento de crimes naquele local, um funcionário desatento que deixa a porta de casa aberta enquanto varre a calçada contribui para a insegurança daquela família. Os cuidados com a segurança pessoal ou patrimonial nunca são excessivos, principalmente quando o aparato do Estado é insuficiente para proteger o cidadão, e ele nunca deixará de ser, porque a população cresce, as cidades se desenvolvem e com elas, infelizmente, a criminalidade aumenta. (Portal No Minuto/RN – 02/09/2011)
O deputado baiano Maurício Trindade acaba de apresentar um projeto para instituir o que seguramente poderá ser definido como o maior reality show de todos os Tempos. Trindade deseja tornar lei no país a monitoração eletrônica em todos os ambientes da administração pública direta e indireta e autarquias da federação’. Ministros, presidentes ou diretores de agências reguladoras e todo o conglomerado estatal no país seriam acompanhados em tempo real, em áudio e vídeo. Só o gabinete de Dilma Rousseff ficaria de fora. (Revista Veja/SP – 04/09/2011)
No segundo trimestre de 2011, as vendas de equipamentos para redes sem fio, ou WLAN (do inglês, wireless local area network), atingiram US$ 1,52 bilhão, o que representa um aumento de 29,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. De acordo com a IDC, responsável pela pesquisa, trata-se de um dos melhores desempenhos da história do setor. Um dos destaques, segundo o estudo, foi a receita obtida com a venda de equipamentos para redes sem fio voltados, especificamente, para empresas. No trimestre, esse mercado contabilizou receitas de US$ 725 milhões, com crescimento de 43,4% sobre o mesmo período de 2010. "A mobilidade corporativa tem emergido como uma das principais prioridades de CIOs e gerentes de TI em todas as geografias, e o crescimento das receitas do mercado de WLAN durante o segundo trimestre é um claro testemunho dessa dinâmica de mercado", escreveu no relatório o diretor da área de comunicação corporativa e infraestrutura da IDC, Rohit Mehra. Os equipamentos corporativos baseados no padrão 802.11n tiveram um incremento de 79,1% nas receitas e de 66,6% em unidades vendidas, de abril a junho de 2011. (Portal Olhar Digital/SP – 29/08/2011)
A Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina anunciou o projeto Força Tur, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública. De acordo com os organizadores, o programa consiste na instalação de câmeras com recurso de reconhecimento facial para identificar foragidos e pessoas desaparecidas. O sistema também poderá identificar placas de carro, aumentando as chances de recuperar veículos roubados. As imagens feitas pelas câmeras inteligentes serão transmitidas em tempo real a uma central de monitoramento e serão confrontadas com um banco de dados para a identificação. Além de rostos, o sistema vai identificar também elementos secundários, como carros, lugares e roupas. Ao localizar uma pessoa ou carro procurado, um alarme é disparado em tempo real para informar a Polícia Militar. Segundo a Secretaria, o projeto será implantado em sete cidades litorâneas até o final do ano por meio da Polícia Militar. Os equipamentos serão instalados na capital Florianópolis, nas pontes que ligam a ilha ao País, no aeroporto Hercílio Luz e no Terminal Rita Maria. Duas caminhonetes também terão o sistema de captura de imagens. (Revista IP/SP – 01/09/2011)
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado realiza hoje audiência pública para discutir o Projeto de Lei 583/11, do deputado licenciado Pedro Paulo, que obriga a União a monitorar presos por meio de tornozeleiras ou pulseiras com GPS. O equipamento seria usado nos casos de regimes aberto e semiaberto, prisão domiciliar, liberdade condicional, saída temporária do presídio ou quando a pessoa for proibida de frequentar locais específicos. A Lei 12.258/10, sancionada em junho do ano passado, já prevê o monitoramento eletrônico de presos, mas apenas nos regimes semiaberto e de prisão domiciliar. Porém, o Executivo ainda precisa regulamentar a implementação do sistema. Desde 2007, vários estados vêm testando a tecnologia. A Casa Civil analisa um decreto que regulamenta o monitoramento eletrônico previsto na Lei 12.258 e o monitoramento de presos ainda sem julgamento previsto no novo Código de Processo Penal (CPP - Decreto-Lei 3.689/41). Segundo dados de dezembro de 2010, do Sistema Integrado de Informações Penitenciárias (InfoPen) do Ministério da Justiça, o Brasil possui 496 mil presos, sendo 446 mil em presídios e outros 50 mil em delegacias. A lei atual permite que o monitoramento seja adotado em 19 mil desses presos, 3,7% do total. Caso o PL 583 seja aprovado, o número de presos que poderão usar os equipamentos subirá para 88 mil, 17,73% dos encarcerados do País. A audiência foi sugerida pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), que é relatora do projeto na comissão. A parlamentar é favorável à proposta, mas afirma que precisa de mais informações para analisar melhor o tema. “É um projeto polêmico, não dá para relatar só de acordo com minha opinião”, explica. Segundo ela, a discussão de uma revisão no texto legal é necessária, pois “muita coisa já mudou no sistema penitenciário” desde os debates sobre o projeto que gerou a norma atual. Sem riscos O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, foi convidado para participar da audiência. Ele concorda que o monitoramento eletrônico ajuda a tirar os presos das penitenciárias, “verdadeiras escolas de crimes”. Segundo Wedy, as tornozeleiras são um avanço para garantir a ressocialização dos presos. “É necessário avaliar caso a caso para que a saída dos presos com monitoramento eletrônico não gere risco para a sociedade”, afirma. Também convidado para a reunião, o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, ressalta que o uso de pulseiras e tornozeleiras deve ser acompanhado por um sistema de assistência e ressocialização dos presos, como acontece em alguns países europeus. “A pulseira é um controle de um sistema, não a solução em si. Tem de ter assistente social, outras estruturas”, diz.
Paliativo Segundo ele, a legislação precisa ser alterada para abrir vagas no regime semiaberto e desafogar o sistema penitenciário e não focar apenas na vigilância de pessoas em regime domiciliar. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), procurador César Mattar Júnior, a ampliação no grupo de presos que podem usar o monitoramento eletrônico não resolveria os problemas do sistema penitenciário. Ele acredita que os estados, em especial os das regiões Norte e Nordeste, não possuem estrutura para fazer um monitoramento eficaz dos detentos. “Está acontecendo uma avalanche de mecanismos para colocar presos na rua. Primeiro temos que melhorar o sistema prisional para ressocializar os presos na cadeia”, afirmou. Na opinião do procurador, a primeira medida é regulamentar a lei já existente ao invés de se propor mudanças na legislação. Bom comportamento Para o 1º vice-presidente da comissão, deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), as pulseiras e tornozeleiras eletrônicas não podem ser usadas para desafogar o sistema carcerário. “O equipamento seria para fiscalizar as pessoas que já tem um melhor comportamento”, afirmou. O parlamentar, que é delegado, disse que a solução para desafogar o sistema carcerário seria a construção de mais presídios com recursos do fundo penitenciário, gerenciado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Até 25 de agosto, foram empenhados apenas R$ 35 milhões dos R$ 270 milhões previstos para o fundo no orçamento de 2011. Como funciona A tornozeleira ou pulseira eletrônica tem um GPS que emite sinais para um satélite. O sinal é repassado para uma central que faz o controle de onde o preso está e por onde ele anda. Caso o preso saia da área delimitada, a central de monitoramento é informada em tempo real da infração. O custo do equipamento varia entre R$ 600 a R$ 700 e é fabricado por apenas quatro empresas no Brasil, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça. (Portal Câmara.gov/DF – 01/09/2011)
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