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Clipping Eletrônico A B E S E | segunda-feira | 21 | março | 2011 | edição 225 |
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Clipping Eletrônico A B E S E 2 2 5
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), entre 2000 e 2009, o setor cresceu 13% ao ano, em média. E o segmento mais promissor é o de câmeras eletrônicas – principalmente na área corporativa e na pública, a começar pelas prefeituras –, conforme o presidente da Abese, Carlos Alberto Progianti.Levantamento da entidade mostra que hoje há cerca de 650 mil imóveis monitorados por sistemas eletrônicos de alarmes no país. Em 2009, o setor movimentou US$ 1,5 bilhão, com um crescimento de 7% em comparação ao ano anterior.Controle, invasão de privacidade ou segurança, a gravação de cenas cotidianas nas ruas pode desvendar enredos que jamais seriam traduzidos com tantos detalhes de outra forma.Em outubro de 2009, imagens captadas por equipamentos fixados em prédios e agências bancárias do Rio de Janeiro mostraram o assalto que culminou com a morte do coordenador de projetos sociais do grupo AfroReggae, Evandro João Silva. As cenas também revelaram que policiais militares não socorreram a vítima e liberaram um dos criminosos.Especialista em Direito Digital, a advogada Gisele Truzzi diz que a adoção das câmeras precisa ser respaldada por uma lei ordinária, que autoriza o uso dos equipamentos, e uma municipal, por meio da qual são estabelecidas as regras de instalação. Cada município deve criar a própria legislação para regular o sistema. No entanto, sabe-se que as câmeras não devem ser colocadas no interior de banheiros e refeitórios. Em ambientes corporativos, as imagens não devem focar diretamente as pessoas.Na avaliação de Gisele, a intalação de câmeras na área urbana ou nas empresas não é invasão de privacidade quando a lei é respeitada. “No caso de empresas, por exemplo, é preciso deixar os funcionários cientes que o monitoramento ocorre.”Apesar de pouco respeitada, a mesma regra vale para os locais com grande circulação de pessoas. Nas vias públicas, segundo a advogada, os avisos podem ser fixados nos postes de iluminação ou de instalação das câmeras ou em praças, bases da polícia ou imóveis públicos, em altura que permita visualização fácil por quem passa pelo local. (Jornal Gazeta do Povo/PR – 21/03/2011)
O reaquecimento da economia brasileira em 2010 ajudou a aumentar a procura de empresas e consumidores por sistemas de segurança, voltados à proteção das pessoas e do patrimônio. De acordo com especialistas, esse mercado ganhou impulso pela expansão do PIB (Produto Interno Bruto) - ou seja, o aumento da riqueza produzida no País - e também pela difusão de novas tecnologias, cada vez mais acessíveis e com mais recursos para quem quer se precaver contra a criminalidade.Dados da ABESE (Associação Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica) apontam que, em 2010, o crescimento do setor foi da ordem de 12% em relação a 2009, com as empresas do ramo movimentando R$ 2 bilhões no ano passado. Câmeras com identificação biométrica e sensores de acesso, com transmissão de imagens via internet com tecnologia 3G, entre outros recursos, são exemplos de equipamentos que favorecem o trabalho de monitoramento à distância.O proprietário da Prote-Home, de Santo André, José Carlos Barea, atesta que a preocupação em acompanhar a rápida evolução tecnológica ajuda a alicerçar o crescimento dos resultados. Sua empresa, ampliou em 25% o faturamento no ano passado. Barea destaca equipamentos como o chip GPRS, que permite que a central seja informada se alguém cortar a linha telefônica. "Trabalhamos também com sistema de câmera com transmissão via internet, em que dá para visualizar a residência de outra cidade". A companhia tem mais de 1.000 clientes, mesmo sem ter equipe de vendedores de rua. Para Barea, isso se deve a uma opção por ter crescimento sólido, baseado na relação de confiança. "É preciso ser confiável nesse segmento", assinala.Para o diretor de marketing da ABESE, Oswaldo Oggiam, ainda há muito espaço para crescer, já que os dispositivos eletrônicos reduzem os riscos, passando a ser aliados dos serviços de vigilância e segurança patrimonial. É o caso da Schimitd Segurança, fundada há 18 anos em Diadema, que em 2010 teve alta de 35% no faturamento em relação a 2009.Entidade orienta sobre aquisição de produtos. O diretor de marketing da ABESE, Oswaldo Oggiam, destaca a importância de empresas e consumidores procurarem companhias especializadas para a instalação de equipamentos de acordo com o que necessitam, e levando em conta o melhor custo-benefício. No site da associação (www.ABESE.org.br), há um manual prático, que dá dicas em relação ao passo a passo da aquisição de sistemas de segurança eletrônica. Um dos pontos destacados é em relação à elaboração de um projeto, em que serão levantadas informações que permitirão a aplicação da tecnologia mais adequada ao local. Há orientação também em relação à contratação. A recomendação da entidade é que o interessado faça a escolha da empresa com base no pacote de soluções oferecidas. Outra dica importante é que o consumidor analise o histórico da fornecedora do sistema, peça uma lista de referência de clientes e ainda busque uma que ofereça garantias de procedência dos equipamentos e serviços de pós-venda, como manutenção e suporte técnico. (Revista Segurança e CIA/SP – 15/03/2011)
Serviços de proteção custam a partir de R$ 120 por mês e a mensalidade para aluguel de um cão fica em torno de R$ 400.Donos de casas e empresas têm apostado em formas diferentes de garantir a segurança do patrimônio na Região Metropolitana do Recife. As opções vão desde sistemas de vigilância eletrônica até o aluguel de cães de guarda. O serviço de proteção tem mensalidades a partir de R$ 120. Os equipamentos eletrônicos são instalados conforme a necessidade de cada cliente. “É uma troca de informação. A gente vai perguntar ao cliente qual o risco dele, o que ele está querendo proteger, qual o principal risco... Em cima disso há a aplicação da tecnologia para minimizar perdas e riscos. Você pode ter alarme só, e não câmera, só câmera e não alarme, pode ter vigilante”, explica Maurício Ciaccio (foto 1), presidente da Associação das Empresas de Segurança. Cinco mil casas e estabelecimentos de comércio são monitorados por uma das empresas de segurança. Quando um alarme é acionado, os operadores imediatamente entram em contato com o cliente e mandam uma equipe de vigilantes para verificar o que está acontecendo. Os computadores da central estão conectados a sensores que detectam movimentos e câmeras que registram imagens até em ambientes escuros. Um teclado é usado para ativar e desativar um sistema de alarme por meio de uma senha. Mas existe outra senha, a de coação, que é digitada quando o cliente é forçado a abrir a porta por um ladrão – esta envia um pedido de socorro para a central de monitoramento. ANIMAIS Para alguns clientes, cercas elétricas e alarmes conectados à empresa de segurança não são suficientes – eles fazem questão de alugar um cão vigilante. Em uma cooperativa de crédito, no bairro de Santo Amaro, o pastor alemão fica preso o dia inteiro no canil. À noite, o treinador vem para soltá-lo no terreno. O serviço custa R$ 400 por mês. “Nós temos toda preocupação com a segurança das pessoas e do animal também. Para isso o animal fica recolhido em um canil fechado, descansando e além disso, há um portão que limita o acesso ao corredor do canil e só é aberto à noite, quando o pessoal da empresa já foi embora. Durante o dia nosso tratador vem aqui, prende o animal, faz a assepsia inclusive do local, recolhendo todos os dejetos pela área e a dá alimentação do cão”, explica o treinador Rubens Cavalcanti . “Compensa sim. Sem querer desmerecer a categoria de vigilante, nós temos um cão que não tem 13º salário, não tem férias, inclusive nós sabemos que os cães são trocados, não é o mesmo cão sempre, sabemos que ele é bem tratado. A gente não quer pensar que existe nenhum conflito com a categoria de segurança armada, mas é um complemento muito seguro e eficiente”, defende o cliente do serviço Givaldo Macedo Soares (foto 6), diretor da cooperativa de crédito. Ele diz que combina o cão de guarda com vigilância armada e segurança eletrônica e não teve mais nenhum incômodo depois disso. Alugar um cão vigilante também foi a solução encontrada pelo dono de uma casa em construção, na periferia do Recife. O rotweiller fica em um canil durante o dia, enquanto os homens trabalham na obra, devidamente sinalizada por um cartaz que avisa sobre o cão. O comerciante Paulo Henrique inventou uma maneira de soltar o cachorro: amarrou um arame à trava de segurança do canil e puxa pelo lado de fora. “Nós temos todos os cuidados de checar se todos os operários já saíram, pegaram seus pertences porque, uma vez liberado o cão, todos só vão poder ter acesso novamente na manhã do dia seguinte” explica Paulo Henrique. CUIDADOS Um cuidado importante na hora de contratar esse tipo de serviço é buscar informações com antigos clientes. Segundo Cassiano Souza, presidente do Sindicato dos Vigilantes, é preciso também verificar se a empresa tem autorização da Polícia Federal para fazer segurança privada. O sindicato da categoria também pode dar essa informação. De acordo com Cassiano, as empresas habilitadas devem estar dentro da lei 7.102, de 1983. “Se essa empresa adquiriu a autorização através do Ministério da Justiça, ela passa a ser autorizada a fazer segurança privada”. Cassiano explica que o vigilante tem que passar em torno de 21 dias em escola de formação, para poder ir para o mercado. POLÍCIA O major da Polícia Militar Sérgio Rodrigues (foto 7) dá algumas orientações para as pessoas que não têm condições de contratar vigilância privada. “Qualquer situação que ele perceba de anormalidade de segurança, ele deve ligar para o 190, não precisa pagar, e é válido para o estado”, afirma. Nesse número a pessoa pode “fazer uma denúncia, solicitar a presença da polícia e relatar o que está incomodando, e solicitar a presença da polícia”, detalha. “Existem alguns cuidados que são básicos para as pessoas se resguardarem”, explica o major. Ao sair de casa, é preciso tomar cuidado com a tranca da porta, verificar se a janela ficou aberta e evitar ficar ostentando na frente de casa os bens que tem, pois isso chama atenção de pessoas que querem assaltar. “Também é interessante observar se tem pessoas estranhas que estão próximas à casa e se articular com os vizinhos para que na sua ausência, alguém possa observar o seu patrimônio”, recomenda. (Portal 360 Graus /PE - 16.03)
Pequenas e médias cidades também apostam em câmeras de segurança para combater a criminalidade. O Big Brother chegou aos rincões brasileiros. Pequenas e médias cidades aderiram às câmeras de monitoramento para conter delitos em ruas, praças, escolas e distritos rurais. No Paraná, os municípios de Candói, Matinhos e Apucarana são alguns dos vigiados pelos olhos eletrônicos. Na Região Norte do estado, um consórcio foi criado para ampliar o sistema em dez cidades.Apucarana, nessa região, instalou 33 câmeras em 2008 com recursos municipais de R$ 1,2 milhão. Desde aquela época, a cidade de 120 mil habitantes viu os delitos caírem cerca de 67% nos pontos onde as câmeras foram colocadas: na saída da cidade, em dois distritos e na região central. No entanto, houve a migração do crime para outros locais, por isso, a prefeitura pretende adquirir mais 27 câmeras para vigiar locais considerados frágeis. Para isso, o município passou a integrar um consórcio com outras nove cidades que também ampliarão o sistema ou passarão a usar as câmeras pela primeira vez, a exemplo de Tamarana e Bela Vista do Paraíso. Os recursos serão bancados pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Análise Política para o setor é indispensável As câmeras são um aparato importante para a segurança, mas não podem ser consideradas a solução para a criminalidade, segundo especialistas.Para o sociólogo do Instituto Sangari Julio Jacobo Waiselfisz as câmeras têm um papel positivo porque reduzem a violência em locais onde estão instaladas, no entanto, a criminalidade acaba migrando para outros espaços. Por isso, para conter a violência é preciso que o estado estabeleça ações intensivas que façam parte de um plano global de segurança. “O monitoramento reduz a violência nos espaços, mas ela surge em outros locais com menos vigilância”, diz.Na análise do sociólogo e professor doutor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Eduardo Vior, os equipamentos podem ser um problema e invadir a privacidade caso estejam instalados em locais inadequados. Para ele, uma política de prevenção não pode ser apenas baseada no monitoramento. “É preciso policiais nas ruas.”Segundo o professor, a sociedade precisou usar o recurso de monitoramento eletrônico porque a desigualdade, apontada como primeira causa dos problemas de segurança, gerou uma segregação espacial. Por isso hoje nas cidades há condomínios fechados e lugares que tendem a ter concentração de ricos e bolsões de pobreza. Essa falta de integração urbana faz com que alguns locais fiquem isolados e sem circulação permanente de pessoas, o que predispõe à ocorrência de crimes. “A saída é criar circulação permanente, com isso se diminuiu o risco de crimes.”“O crime migra um pouco e nos locais onde não havia delitos, começam a ocorrer. Por isso, vamos reforçar”, diz o gerente de Segurança do Trânsito e Transporte da prefeitura de Apucarana, José Luís Alves Miguel. Há receio de que municípios situados no entorno de cidades polo que já contam com monitoramento eletrônico também passem a ser alvo de marginais. Por isso, o consórcio formado na Região Norte inclui cidades pequenas do entorno de Londrina.Candói, na região Central do estado, também pretende expandir o sistema com o monitoramento de toda a cidade. Hoje, quatro câmeras funcionam no centro. O município quer aproveitar a infraestrutura de internet banda larga existente para ampliar a vigilância. “O policial não vai mais precisar parar para fazer a ronda. Ele fica apenas clicando no mouse”, diz o prefeito Elias Farah (PSDB).A intenção do prefeito é instalar, em curto prazo, mais 13 câmeras no município de 15 mil habitantes. Os equipamentos serão colocados em pontos estratégicos do centro e na entrada da cidade, incluindo as imediações da BR-373, que corta o município. Em uma segunda fase, o prefeito planeja colocar outros oito equipamentos na zona rural para monitorar a movimentação em igrejas e escolas, totalizando 25. Os recursos são da própria prefeitura. O 3.º sargento da PM em Candói, Alvaci José Alves, diz que as câmeras fazem diferença na segurança de cidades pequenas, onde o efetivo policial costuma ser reduzido e a criminalidade está presente como em qualquer outro centro, em especial na porta das escolas, com a presença de traficantes. Além de facilitar investigações e detectar flagrantes, os dispositivos previnem a ação de marginais e servem para monitorar o patrulhamento de policiais nas ruas. “Está certo que vira um Big Brother, mas o efetivo da polícia é reduzido”, diz . Matinhos, no litoral do estado, é outro exemplo de cidade monitorada. O município tem 44 câmeras, que custaram R$ 300 mil, e conseguiu reduzir em cerca de 75% os delitos. E planeja instalar mais 32 equipamentos, com recursos próprios. “Hoje detectamos bastante uso de drogas e atos de vandalismo”, diz o diretor de departamento da Guarda Municipal, Gilmar Alves Rolin.Outras cidades paranaenses são novatas no sistema, como Araucária, na região metropolitana de Curitiba. No início de fevereiro, a prefeitura instalou 26 câmeras pela cidade. Com capacidade de rotação de 360 graus na horizontal e 180 na vertical, captam com precisão imagens que podem ficar armazenadas por até 30 dias.A maior parte dos recursos para implantação do sistema (R$ 800 mil) veio do governo federal, por meio do Pronasci. Outros 200 mil partiram do município, que tem 116 mil habitantes. Apesar do pouco tempo de uso das câmeras, os moradores aprovam a iniciativa. “Acho que vai inibir os ladrões, é positivo”, diz o comerciante Raul Lisboa, 40 anos. Para ele, o monitoramento não pode ser considerado invasão de privacidade porque a rua é local público. (Jornal Gazeta do Povo/PR – 21/03/2011)
As câmeras de vigilância 24 horas chegaram ao centro de Casimiro de Abreu, na baixada litorânea do Rio de Janeiro. Desde o Carnaval, a prefeitura instalou três equipamentos para monitorar o centro. Até o início do mês de abril, as câmeras vão ser usadas como teste. Se for comprovada a sua funcionalidade, mais 17 outras vão ser instaladas na cidade.Na primeira semana de monitoramento, as câmeras flagraram uma briga na praça no centro da cidade e a Guarda Municipal foi acionada rapidamente, resolvendo o problema.A central de monitoramento fica na sede da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil, onde também foi instalada uma câmera de segurança. Os operadores receberam as instruções para operar o equipamento, que filma, grava e capta imagens em tempo real. As câmeras giram 360º e tem ainda zoom.Os equipamentos foram instalados em pontos estratégicos no centro da cidade. Uma na praça Feliciano Sodré, a segunda no cruzamento da rua Miguel Jorge com Alpheu Marchon e por último na Estação Cultural Casimiro de Abreu, visualizando a linha férrea e a praça Lúcio André. (Portal R7/SP – 21/03/2011)
O Grande ABC precisa ampliar o número de câmeras de monitoramento nas ruas, além de construir uma central que divida as informações entre as cidades e a Capital do País, Brasília. Essa é a visão da secretária Nacional de Segurança Pública Regina Miki. Ela esteve ontem na solenidade de inauguração da Inspetoria da GCM (Guarda Civil Municipal) Taboão/Paulicéia, em São Bernardo.Regina Miki, que já comandou a Secretaria de Segurança Pública de Diadema, esclarece que as políticas públicas para o setor fazem parte da rotina de discussões na Explanada dos Ministérios. "O Grande ABC tem uma população aproximada de 2,5 milhões de pessoas. Por isso, os governos municipais têm de pensar que já não existem fronteiras entre as cidades", ressaltou Miki.A secretária esclareceu que, no momento, o Ministério da Justiça está estudando ampliar o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). "E, com certeza, o Grande ABC está entre as prioridades da Pasta. Não digo isso por já ter trabalhado na região, mas sim pela dimensão das sete cidades", falou.Ela comentou também sobre a importância do Consórcio Intermunicipal na elaboração de planos para combater a criminalidade no âmbito regional. "É importante que as prefeituras se valham do papel do Consórcio. Os projetos direcionados ao Pronasci podem ser encaminhados pela entidade." CÂMERAS Para Regina, os sete municípios devem se empenhar em instalar e aumentar o número de câmeras de segurança. Para ela, cada cidade deve ter uma central de monitoramento que deve agregar as imagens em um escritório regional. "É importante que o policial ou GCM (Guarda Civil Municipal saibam o cenário onde está acontecendo o crime, para entender a melhor forma de abordagem", esclareceu. A secretária, a qual a GCM de Diadema era subordinada, salientou a importância da corporação. "O guarda-civil pode desempenhar a função de prevenir a criminalidade a partir do momento em que está inserido na comunidade", sustentou. "A Polícia Militar responde ao Estado e pode ser deslocada de cidade. A GCM, ao contrário, desenvolve atividades somente no município, o que permite a proximidade com a população." Marinho entrega terceira inspetoria da GCM A terceira Inspetoria da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Bernardo foi inaugurada ontem, no bairro Taboão, com a presença da secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki. A unidade também vai atender a Vila Paulicéia, somando uma população superior a 64 mil habitantes.Segundo o prefeito Luiz Marinho (PT), 80 guardas e 11 viaturas vão fazer o patrulhamento diário. "Essa tropa vai atender somente aos dois bairros. A descentralização da GCM permite que os oficiais criem identidade com a população, inibindo a criminalidade", ressaltou.Até o fim deste ano, outra inspetoria será criada, desta vez no Rudge Ramos. "A meta é expandir cada vez mais a atuação da GCM, que não vai apenas cuidar do patrimônio municipal, mas também vai atuar na prevenção e apoio às comunidades", disse Marinho. "Não é somente fazer patrulhamento. O guarda também pode ajudar nas portas das escolas ou até auxiliar uma pessoa a atravessar uma rua. O importante é a presença constante do oficial."Durante a solenidade, o prefeito aproveitou para lembrar que o Estado é o responsável por cuidar da Segurança Pública. "Na Paulicéia e Taboão estou disponibilizando 80 agentes. Seria muito bom se o governo estadual dobrasse o número de policiais nesses bairros", pontuou.Riacho Grande e a região do Batistini/Alvarenga já contam com inspetorias. A unidade do Taboão/Paulicéia vai funcionar na Rua Dinamarca, 232, no Taboão.O morador Antonino Caninotá, 73 anos, disse que vai aguardar o resultado da inspetoria. "Há um mês fui assaltado. Agora, quero ver ser realmente a criminalidade daqui vai diminuir", falou. (Jornal Diáçrio do Grande ABC/SP – 20/03/2011)
Um problema no sistema de captação de digitais e dados de pessoas que querem tirar ou renovar sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) está causando transtornos em Araçatuba. O programa do Detran, chamado e-CNHsp, é o responsável pelo controle da obtenção da primeira habilitação, renovação, adição ou melhoria de categoria, reabilitação da CNH e transferência dos dados para a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo).O problema ocorre quando o candidato à obtenção ou renovação de CNH vai realizar os exames exigidos pelo Detran, oftalmológicos e/ou psicotécnicos, e o sistema trava ou falha ao finalizar o processo com a captação de digitais via biometria. "(O programa) foi instalado em 29 de novembro. Aí ficou uma semana sem funcionar e em dezembro voltou. Mas até hoje não funciona direito", disse Célia Regina da Silva, recepcionista de uma das clínicas de Araçatuba. (Jornal Folha da Região/SP – 18/03/2011)
O sistema, batizado de RTerg, emite o alerta apenas cinco minutos depois da ocorrência do terremoto que dá origem à onda gigante. Quanto mais cedo é dado o alerta, maior é a chance de evacuação das áreas que serão atingidas, dando aos moradores um tempo precioso para que se desloquem para pontos mais seguros.A chamada zona de subducção de um terremoto normalmente se rompe a uma velocidade de 3 quilômetros por segundo, a profundidades entre 20 e 50 quilômetros. Devido à profundidade, a deformação vertical da crosta é suavizada horizontalmente, causando uma elevação do terreno relativamente pequena - quando esses terremotos ocorrem no oceano, as ondas resultantes podem crescer apenas cerca de 20 centímetros de altura para um evento de magnitude 7,8.Os terremotos causadores de tsunami pertencem a uma classe muito mais rara de terremotos, nos quais a ruptura é mais lenta - de 1 a 1,5 km/s - mas que se propaga até a superfície rochosa, ou seja, até o leito oceânico. Isso causa uma elevação vertical muito maior, resultando em ondas de 10 a 20 metros. Foi isto o que ocorreu no terremoto de Sumatra, com ondas atingindo até 17 metros. Essas características peculiares tornam a simples medição da magnitude do terremoto insuficiente para emitir um alerta de tsunami - um terremoto de pequena magnitude pode causar uma tsunami devastadora. Detecção de tsunami O que os cientistas fizeram agora foi desenvolver um algoritmo que detecta a conjunção dessas características dos terremotos causadores de tsunamis - eles são mais lentos, duram mais e têm menos eficiência na irradiação de energia. O RTerg recebe uma notificação de um dos centros de alertas de tsunami cerca de 4 minutos depois da ocorrência do terremoto submarino. Essa notificação fornece ao sistema a localização, profundidade e magnitude aproximados do terremoto. Se o terremoto for considerado de magnitude 6,5 ou superior, leva cerca de um minuto para que os dados de cerca de 150 estações sísmicas ao redor do mundo sejam solicitados e recebidos - tudo é feito automaticamente, por computador.Com base em dados seguros, o sistema usa seu algoritmo para rastrear cada segundo da ruptura e determinar o crescimento incremental de energia, descobrindo se o tremor foi um terremoto de tsunami ou não. Saindo do caminho "Para a maioria dos terremotos de tsunami, a inundação do ambiente costeiro não ocorre até cerca de 30 a 40 minutos após o tremor. Então nós vamos ter cerca de 20 a 30 minutos para enviar as informações para um sistema de alerta automático ou para as autoridades," disse Andrew Newman, um dos criadores do RTerg. "Isso nos dá um período significativo de tempo para que as pessoas saiam do caminho." (Portal Revista Segurança e CIA/SP – 18/03/2011)
A prefeitura de Canela, no Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Telebras, identificou em 2009, a necessidade de investir em ações para modernizar a cidade. O projeto Cidade Digital, baseado em rede composta por anel ótico para transmissão de dados, foi lançado oficialmente no dia 28 de fevereiro, e servirá de exemplo para novos projetos a serem implantados no Brasil . O plano, desenvolvido em três etapas, envolveu a colocação de cerca de cinco quilômetros de um anel ótico, que interligará o prédio da prefeitura, secretarias que ficam em prédios anexos, alguns postos de saúde, hospitais e instalações dos poderes Judiciário e Legislativo.Além disso, no centro da cidade, será disponibilizado, através de um hotspot (ponto de acesso), conexão sem fio por meio da tecnologia Wi-Fi para uso da comunidade e turistas por meio das tecnologias de acesso via rádio e fibra ótica.Ao longo do ano, o governo municipal pretende estender o sinal para bairros mais distantes e interligar todas as escolas e postos de saúde, assim como os pontos turísticos. O investimento total, por enquanto, será de R$ 260 mil segundo informações da prefeitura. (Portal Revista Segurança e CIA/SP – 18/03/2011)
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