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Mercado De Segurança Eletrônica No Rio Grande Do Sul Cresceu 8% Em 2016

Evento realizado em Porto Alegre reuniu 200 participantes de todo o Estado, apresentou os números do setor e debateu o mercado regional; o impacto do Estatuto da Segurança Privada para o segmento foi um dos temas em destaque

Dia 15 de fevereiro último aconteceu, no em Porto Alegre, o Simpósio Rio Grande do Sul da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), com o tema Segurança Eletrônica – Um Mercado em Expansão. O evento, que reuniu cerca de 200 participantes de todo o Estado, objetivou promover o encontro de empresários do setor de segurança eletrônica regional, apresentar tendências e novidades do segmento, debater as especificidades do mercado local e buscar uma aproximação maior entre a ABESE e o empresariado.

O Rio Grande do Sul representa hoje 6,3% do mercado nacional de segurança eletrônica e reúne cerca de 1.630 empresas, entre as que prestam serviços de monitoramento e portarias remotas, distribuidores e indústrias do ramo. Regionalmente o crescimento do setor, em 2016, foi de 8%, acima da média nacional. “A ABESE quer estreitar sua relação com as empresas da região, cujo mercado tem um grande potencial de crescimento. Nesse sentido, é realmente gratificante constatar a grande adesão que tivemos para este simpósio, por associados e não associados”, disse Selma Migliori, presidente da ABESE, na abertura do evento. “Reconhecemos o Estado do Rio Grande do Sul como estratégico para alcançarmos o objetivo de impulsionar e agilizar o processo de regulamentação e normalização do setor em nível nacional”.

Além do empresariado local, também estiveram presentes representantes do poder público, como a Tenente-Coronel Ana Maria Haas, Comandante-Geral do GSVG, pela Brigada Militar, e parlamentares.  

Estatuto da Segurança Privada em debate

No evento, destacou-se a análise feita sobre o Estatuto da Segurança Privada (PL 4238/2012) pelo especialista em segurança privada e advogado Adelar Anderle, ex-Coordenador-Geral de Controle de Segurança Privada da Polícia Federal. Aprovado em novembro último na Câmara dos Deputados e atualmente aguardando para ser votado no Senado, o Estatuto, após a aprovação final, deverá causar um grande impacto no setor, em especial para empresas de monitoramento, ao propor uma regulamentação até então praticamente inexistente para este mercado, estabelecer um sistema de controle pela Polícia Federal e criar critérios para o funcionamento das empresas, como um capital social mínimo de R$ 100 mil.

Também foram tratados temas jurídicos, como a obtenção do Código Brasileiro de Ocupação específico para o setor, além de dicas de planejamento tributário para as empresas do segmento.

Apresentações técnicas referentes a rastreamento e monitoramento, câmeras de segurança e portaria remota foram realizadas pelas empresas Fulltime, Camerite, Kiper e Segware. 

Criação da comissão ABESE regional: marco histórico 

Wander da Cunha Safe e Agnaldo Pereira dos Santos, respectivamente presidente e vice-presidente do SIESE-MG (Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança de Minas Gerais), trataram da importância estratégica da ABESE para os 10 SIESEs espalhados pelo Brasil. Selma Migliori finalizou o evento nomeando um grupo de empresários como representantes regionais da comissão ABESE Rio Grande do Sul, o que foi considerado pelos presentes um marco histórico. “O empresariado do Estado deu uma demonstração de força, apoio e união”, disse ela. 

O quadro diretivo da comissão ABESE RS ficou assim composto: Gilberto Eliseu Schlindwein, presidente (Mavil Monitoramento - Três Passos), Mônica Heidrich, vice- presidente (Heidrich Monitoramento – Taquara) e os delegados Fausto Caldeira (Commandos - Caxias do Sul), Ivan Matos (TeleaAlarme Brasil – Pelotas), Eduardo Volpato (Volpato Segurança Eletrônica - Porto Alegre), Adão Fontoura (Securisystem – Alegrete) e Marcelo Motta (PKR -Porto Alegre).

Para José Luis Fernandes da Silveira, da empresa Total Alarmes, o balanço do evento foi muito positivo. “O sucesso do simpósio em si foi o principal destaque, porque estávamos com uma expectativa grande quanto a ele; já é a segunda vez que a ABESE se aproxima do nosso Estado. Foi muito satisfatório vir e ver todo esse pessoal aqui, com o mesmo ideal”. Para ele, são vários os desafios para o mercado de segurança eletrônica no Estado. “Um deles é fazer com que o Estatuto da Segurança Privada seja efetivado o mais rápido possível, porque este setor está à deriva em termos de regulamentação”.

A crise da segurança pública no Rio Grande do Sul, motivo pelo qual o Plano Nacional de Segurança será implementado localmente antes do restante do Brasil, é um outro grande desafio regional que impacta o mercado de segurança eletrônica. “Temos divisas com dois países, o que acaba fomentando aqui muita formação de negócios ilícitos, por falta de fiscalização. Outro problema estrutural do Estado é a falta de reposição de peças no setor de policiamento”, diz o empresário Gilberto Schlindwein, do Grupo Mavil, no evento nomeado presidente da comissão ABESE RS. Ele comemorou os resultados obtidos: “este simpósio veio de encontro a um anseio de vários empresários do Estado em se unir, ter uma grande representatividade perante os órgãos federais e estaduais. Nosso segmento vem crescendo expressivamente; a vinda da ABESE para cá vai nos fortalecer ainda mais”.

O Simpósio ABESE RS foi realizado pela ABESE e patrocinado pelas empresas Camerite, Fulltime, Kiper, Segware, Honeywell, Inside, Seventh, Tyco, Exposec – Feira Internacional de Segurança, Ifaseg e Resposta Imediata, com o patrocínio local de Bairro Seguro, Feluc, Newcomtv, PKR e Sat Security.