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Impressões sobre o III CIS.
Daniel Coellho

O Evento nasceu após a direção da ABESE amadurecer internamente o clamor de seus associados para a necessidade de um Congresso Internacional de Segurança focado para o segmento de Sistemas Eletrônicos de Segurança, daí o I Congresso Internacional de Segurança, mais precisamente nos dias 03 à 06 de Maio de 2005.

O objetivo, ou a visão do CIS, é discutir e repensar questões de ordem estratégica para a evolução do segmento de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Feito pelo segmento, com o segmento e para o segmento, com as edições dos CIS passa-se a criar um aprendizado impar para todo o setor de Sistemas Eletrônicos de Segurança SES.

O balanço das duas primeiras edições, foi extremamente positivo, sabemos que mudar um hábito é muito difícil, pois o setor estava acostumado apenas a freqüentar anualmente o maior evento do setor a Exposec, para ter acesso aos maiores Fornecedores e Compradores do Brasil, da América Latina e do mundo. Afinal de contas, trata-se de um dos cinco maiores eventos do mundo neste segmento, portanto, a proposta de mexer com a cabeça do segmento superou as expectativas, em todos os sentidos.

Nesta edição, ocorrida nos dias 29 à 31 de Maio do corrente, foi realmente um sucesso, como já se esperava.

Na abertura do evento, o Professor Ronaldo Pena do GET da USP, nos brindou com uma palestra na medida para o empreendedor de SES.

Chamou-nos a atenção para as tendências do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança de forma clara e contundente, mostrando um estudo que apresenta as novas exigências do consumidor, através de dois enfoques direcionados: o Trading Premium, que consubstancia em um produto e serviço de alto padrão e customizado diante das necessidades do cliente e de valor agregado superior e o Trading Down, que oferece produtos e serviços de baixo custo.

Em face desta nova tendência, os produtos e serviços intermediários, ainda existentes em nosso mercado, perderão naturalmente espaço, para as novas exigências.

Cap. Cotta, mostrou-nos a tendência da integração das tecnologias existentes de intrusão e incêndio em único sistema possibilitando assim, uma interface ainda distinta em nosso mercado.

Tal integração traz benefícios importantes para o segmento e principalmente para o Consumidor final, aumentando o controle e a eficácia numa situação de risco.

Marcos Souza, de forma irreverente nos trouxe a visão ainda pequena de setores do segmento que se digladia por pouco e apresentou-nos que mais de 97% do segmento está ávido por soluções em Sistemas Eletrônicos de Segurança, por isso convida ao empresariado a eleger um nicho de mercado e se especializar.

O especialista David Fernandes trouxe-nos um case de intrusão em seus mínimos detalhes, apontado claramente a necessidade de um Projeto de SES, que vise a atender todas as demandas do Cliente e principalmente do risco porventura existente.

No segundo dia, Mario Montenegro apresentou-nos as últimas tendências mundiais e Nacionais em Convergência tecnológica, haja vista, a interação hoje existente entre SES/TI e TELECOM. Um país expoente desta nova cruzada tem sido a Coréia, que tem buscado fortemente focar nas convergências tecnológicas.

Sérgio Salomão, muito apropriadamente, apresentou um trabalho efetivado para o governo do estado de São Paulo sobre pregão eletrônico para o segmento, estudo único no Brasil que tem servido para as outras unidades da federação, o que causou um grande interesse do público presente.

O Dr. Leopoldo Santana Luz, demonstrou a importância da ética para os modelos de sistema de gestão da qualidade, dando especial atenção ao Selo Amarelo de Qualidade ABESE, uma vez que o mesmo se diferencia justamente por trazer em seu bojo este apelo ético, de alta importância a uma sociedade que se diz democrática.

No Terceiro dia, a abertura ficou a cargo do Sr. Marcos Menezes, renomado especialista nacional e internacional em SES, tendo o mesmo apresentado as tendências mundiais e nacionais em monitoramento urbano, inclusive com cases de sucesso nacionalmente.

O Sr. José Augusto Ribeiro, em substituição ao Sr. Reinaldo Rodrigues, apresentou-nos a vasta experiência da Telefônica na importância da segurança nas empresas monitoradoras, que em muitos casos não são observadas.

O consultor Cláudio Procida, trouxe-nos a visão necessária que as empresas do segmento devam ter sobre a sustentabilidade, imprescindível para o empreendedor de SES. 

Finalizou os trabalhos com o case CIMcamp  de monitoramento Público para a cidade de Campinas, apresentado por seu gestor João Carlos Fagundes, que com sua energia demonstrou porque Campinas passou a ser um modelo para o resto do Brasil e para outros paises.
 
Verifica-se claramente que a grande relevância do III CIS para os profissionais do setor é o fato de poder viabilizar ao segmento uma profunda reflexão entre as modernas tecnologias e sua aplicabilidade em um Brasil de proporções continentais, onde se tem a coragem de antecipar direções estratégicas e discutir “cases” nacionais e internacionais de sucesso comprovado.

O ano de 2008 nos reserva grandes surpresas positivas, com isso temos a convicção de que a IV edição do CIS, está fadada a ser mais um sucesso, o que a ABESE, com o aprendizado conseguido ao longo dos anos poderá garantir a todos os Associados e a todo o segmento.

Daniel Coelho.
Coordenador do III Congresso Internacional de
Segurança e Co-autor do Selo Amarelo de Qualidade ABESE.


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