Sistemas eletrônicos de segurança detectam invasões
criminosas
Por Selma Migliori
No dia 18 de julho de 2007, um furto a estabelecimento comercial
de Araguari, fato, aliás, noticiado por este jornal, pôs
em xeque a eficiência dos sistemas de alarmes na detecção
de invasões criminosas. O sistema de alarme que monitorava
o estabelecimento comercial teria falhado durante a invasão,
sendo acionado posteriormente após os bandidos já
terem deixado o local. A despeito das inúmeras hipóteses
que justificariam o ocorrido, não é possível
saber o que aconteceu sem um laudo técnico pericial. No
entanto, independentemente disso, saliento e defendo que a eficiência
dos sistemas eletrônicos de segurança não
pode ser colocada sob suspeita. Não há melhor alternativa
de prevenção de crimes em estabelecimentos comerciais,
condomínios, fábricas ou residências que os
sistemas de alarmes, câmeras e serviços de monitoramento
de 24h, feitos por empresas idôneas. No entanto, é
preciso enfatizar que se tratam de equipamentos eletrônicos,
que precisam ser corretamente manipulados por seres humanos, estes,
passíveis de erros. Em outras palavras: é preciso
observar uma série de cuidados para que os equipamentos
mantenham a eficiência, ou seja, o cliente deve seguir rigorosamente
a orientação da empresa contratada. É preciso
deixar claro que sistemas de segurança não impedem
invasões clandestinas ou assaltos. Quem tem esse papel
são as autoridades de segurança pública.
A tecnologia é uma ferramenta de prevenção
à ocorrência de crimes e de auxílio às
autoridades na identificação de infratores. Além
disso, nenhum sistema, por mais avançado que seja, é
livre de falhas ou descuidos, principalmente quando o usuário
não segue rigorosamente as orientações da
empresa contratada. Elas podem ocorrer por vários motivos.
Cito, provavelmente, o exemplo mais comum: o usuário esquece
de acionar o alarme, ao deixar sua casa ou o local de trabalho.
É difícil encontrar uma pessoa que já não
tenha feito isso. Mas até esta falha do usuário
a tecnologia corrige, pois alguns equipamentos permitem uma programação
inteligente: a partir de um certo horário, o sistema liga
automaticamente. Outras precauções são importantes
para minimizar riscos. A primeira delas é escolher uma
empresa idônea, capaz de executar bons projetos técnicos
de sistemas eletrônicos de segurança, e referenciada
no mercado. Como saber se determinado fornecedor é responsável?
Um passo simples e eficiente é o contato com outros clientes
da empresa. Ainda assim ficaram dúvidas? Faça pesquisa,
consulte outros fornecedores. A Associação Brasileira
das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança
(ABESE) concede às empresas que atuam segundo os mais rígidos
padrões de qualidade em produtos, serviços e atendimento
o Selo Amarelo de Qualidade. Trata-se de um verdadeiro atestado
de qualidade, chancelado pela Fundação Carlos Vanzolini,
da Universidade de São Paulo. As empresas que têm
esta certificação merecem a preferência do
consumidor. Instalado o sistema, é preciso tomar alguns
cuidados periódicos. Teste o alarme semanalmente, para
saber se o sistema funciona corretamente. Este é um direito
de todo o usuário. E não descuide da manutenção
preventiva do sistema, que, aliás, deve estar prevista
no contrato. E na hora de escolher um projeto de segurança
eletrônica, não use o critério do menor preço.
Um bom sistema depende de uma série de serviços
agregados oferecidos pelas empresas. Destarte, a ABESE, agradece
a oportunidade de vir a publico esclarecer a importância
que tem o segmento de sistemas eletrônicos de segurança
para a população em geral, como ferramenta de auxilio
à segurança publica no combate à violência.
Mais informações: www.abese.org.br.
*A autora é bacharel em engenharia eletrônica e presidente
da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
Eletrônicos de Segurança (ABESE). (Diário
de Araguari/MG, 18/08)
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