ARTIGO
Sorria, você está sendo filmado!
Por Selma Migliori*
O segmento de sistemas eletrônicos
de segurança – mesmo que de indiscutível
importância preventiva – ainda não atingiu
o status de negócio necessário para cumprir sua
função social em nosso país.
As mais recentes estatísticas
disponíveis dão conta que há no Brasil
não mais do que 360 mil contratos de prestação
de serviços com monitoramento. Trata-se apenas de uma
pequena fração do mesmo negócio nos Estados
Unidos, por exemplo, onde há 22 milhões de contas.
Não é o caso de
se comparar o padrão econômico dos dois países,
mas há que se considerar, sim, a aceitação
da segurança preventiva pela sociedade. Nesse aspecto,
não há dúvida, ainda estamos bem longe
da realidade norte-americana, se bem que se verificam avanços
consistentes nos últimos anos, o que vem representando
crescimento linear de 12% do negócio desde o final da
década de 90.
Sistemas de alarme, circuitos
fechados de TV – que tornou famosa a frase “Sorria,
você está sendo filmado!” –, controle
de acesso, proteção perimetral, equipamentos de
combate a incêndios, detecção de metais
e explosivos, portas giratórias e eclusas, identificação
por biometria, rastreamento de veículos e seres vivos.
As empresas de sistemas eletrônicos de segurança
não medem esforços para disponibilizar as principais
tecnologias disponíveis em todo o mundo.
Por conta desse know-how, o consumidor
brasileiro tem acesso simultâneo às novas tecnologias
desenvolvidas internacionalmente. Essa agilidade possibilita
às empresas legalmente instaladas atingir resultados
fantásticos, evitando prejuízos em 97% das tentativas
de invasão e minimizando os danos materiais nos 3% demais
casos, além de cumprir sua principal função:
proteger vidas.
Nesse sentido, aliás,
a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
de Segurança foca sua atuação na capacitação
das empresas e dos profissionais da área. A entidade
montou o projeto Selo Amarelo, que envolve cursos de aperfeiçoamento
e orientação, objetivando a constante melhoria
dos serviços oferecidos.
Diversas empresas de sistemas
de segurança associadas já obtiveram ou estão
em processo de obtenção do Selo Amarelo. A padronização
dos serviços é um ingrediente
fundamental no incansável
trabalho de conscientização das pessoas sobre
a importância da segurança preventiva.
É preciso considerar ainda
que os equipamentos, por mais avançados e seguros que
sejam, não funcionam sozinhos, necessitando que os usuários
tenham confiança na tecnologia e, mais do que isso, disposição
e interesse pela cultura da segurança eletrônica,
entendendo sua efetiva função.
* A autora é presidente
da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas
de Segurança Eletrônica (Abese)