Tecnologia sem
planejamento atrapalha segurança de condomínio
Câmeras espalhadas pelo condomínio costumam
ser das primeiras providências tomadas para garantir
a segurança do prédio, porém o sistema
pode não ser o suficiente.
Se mal projetado e com material de baixa confiança,
o circuito de segurança pode ser burlado e pegar
desprevenidos porteiro e moradores.
"Minicâmeras com baixa resolução
na área externa do prédio podem servir de
intimidação, mas não ajudam na hora
de reconhecer um morador ou um ladrão", afirma
Leonardo Cassettari, gerente de marketing da fornecedora
Tec Voz.
No entanto, modelos de pequeno porte e com resolução
de 420 linhas podem ser usados sem problemas no "hall"
do elevador ou em áreas internas do condomínio.
Sistema que permite visualização de 32 canais
reduz número de monitores na portaria
Para as entradas e regiões fronteiriças do
terreno, o melhor são câmeras profissionais.
Nesse caso, é importante que a câmera tenha
boa compensação de luz, assim poderá
ter imagens nítidas mesmo quando os faróis
de carros estiverem direcionados para a lente.
Outro erro comum é o uso de apenas um computador,
instalado na portaria, para comandar o sistema.
O problema é que os ladrões podem, no dia
do assalto, levar o computador e, com ele, as gravações
de vídeo, alerta Flávio Domingues, diretor
da empresa de segurança Carrer e Dom.
PROJETO
Antes de fazer o orçamento para turbinar a segurança
do condomínio, o primeiro passo é procurar
um profissional para realizar a análise de risco.
Será o consultor de segurança o responsável
por determinar as vulnerabilidades do condomínio
e, dentro de um borderô predeterminado pelo síndico,
criar um projeto de segurança.
"De pouco adianta uma empresa que vende o material
fazer a análise de risco porque é de seu interesse
a venda", considera o consultor de segurança
David Fernandes, autor da cartilha sobre segurança
de condomínios da Abese (Associação
Brasileira de Empresas de Sistemas Eletrônicos de
Segurança).
Projeto feito, é hora de garimpar orçamentos,
sempre lembrando que há de se comparar equipamentos
e instalações de qualidades semelhantes.
"Algumas empresas chegam a usar cola quente para prender
os cabos de energia, em vez de protegê-los em tubulação",
conta Domingues. O cabeamento deve vir dentro de tubos para
ser protegido de alguém que queira cortá-lo.
Baterias extras e fonte única de eletricidade com
"nobreak" para todas as câmeras são
necessárias para que o circuito continue trabalhando
mesmo em caso de falta de energia elétrica.
PREÇO
Sem recorrer a jeitinhos para reduzir o custo, a Folha fez
orçamento para circuitos de segurança de dois
condomínios diferentes.
Para uma área de 2.000 m² e uma torre, um circuito
com 16 câmeras e dois computadores sai por R$ 15.500.
Já em um condomínio com área de 4.000
m² e três torres, o sistema com 44 câmeras
e dois computadores custa R$ 53 mil.
(Fonte: Jornal Folha de São Paulo- 27/05/2011)
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