A 27ª Exposec começou! Celebramos vitórias históricas para o nosso setor

Foi dada a largada para a 27ª edição da Exposec, a maior feira de tecnologia em segurança da América Latina.

Neste primeiro dia de evento, a cerimônia de abertura foi marcada por discursos que reforçam o quanto o nosso setor evoluiu, amadureceu e, principalmente, conquistou a segurança jurídica que tanto buscávamos. A presidente da ABESE, Selma Migliori, esteve ao lado de grandes autoridades para celebrar conquistas que estão mudando o rumo dos nossos negócios:

🛡️ O Reconhecimento da Polícia Federal e o Novo Estatuto - O Diretor de Polícia Administrativa da Polícia Federal, Dr. Fabrício Schommer Kerber, destacou em seu discurso a importância da sanção da Lei 14.967/2024 (Novo Estatuto da Segurança Privada). Ele ressaltou o artigo 5º da lei, que agora reconhece expressamente as empresas de monitoramento, rastreamento e portaria remota como parte integrante da segurança privada. Nas palavras do diretor, essa regulamentação afasta a clandestinidade, padroniza o setor e traz a segurança jurídica necessária para que vocês, empresários, continuem crescendo com qualidade e confiança.

🏢 Vitória no STF: Portaria Remota sem restrições -  Nossa presidente também relembrou a recente e crucial vitória liderada pela ABESE no Supremo Tribunal Federal (STF). Conseguimos derrubar leis municipais que tentavam proibir ou restringir a instalação de portarias remotas em condomínios. O STF declarou a inconstitucionalidade dessas restrições, garantindo que as empresas do nosso setor tenham liberdade de atuação em todo o território nacional.

Portanto, a nossa Feira Internacional de Tecnologia em Segurança, marca um momento muito aquecido e especial para o nosso mercado. A Exposec é a prova viva de que estamos em uma nova era da segurança eletrônica, um mercado que movimentou mais de 16 bilhões de reais em 2025.

Aqui, reunimos mais de 800 marcas expositoras, profissionais de mais de 40 países, e esperamos receber cerca de 58 mil visitantes. Isso não são apenas números – é a força de um setor que cresce, inova e se profissionaliza de forma contínua e sustentável.

Um excelente evento a todos!

Equipe ABESE

Cobertura Exposec Arena

Painel 1 - Operações Inteligentes: O Futuro da Segurança Pública e Privada

Durante o primeiro dia da Exposec, a Arena de conteúdo foi palco de um debate fundamental para o ecossistema de proteção: o painel “Operações Inteligentes: O Futuro da Segurança Pública e Privada”. Mediado por Cristian Candido (Gerente Executivo do Grupo Casas Bahia), o encontro reuniu especialistas de peso para discutir como a tecnologia, a inteligência e a integração são vitais para o avanço do setor.

O Cel. Marcelo Corbage, Comandante do BOPE-RJ, destacou uma mudança de paradigma nas forças táticas: a transição da mentalidade puramente focada na "força e coragem" para o uso intensivo de "inteligência e tecnologia". Ele ressaltou que o sucesso de operações complexas hoje não se mede apenas por apreensões, mas pela preservação de vidas, citando como o uso de drones, câmeras termais e geolocalização salvou a vida de dezenas de policiais recentemente. O Comandante frisou que a tecnologia não substitui o "faro policial", mas otimiza o planejamento e a tomada de decisão rápida.

A proteção da infraestrutura crítica foi o foco de Márcia Nicolich (Gestora de Segurança da Claro) e Anderson Fagundes (Diretor da NSA Global). Márcia alertou para o impacto social do furto de cabos de telecomunicações, que afeta desde o cidadão comum até hospitais e delegacias, reforçando que a parceria público-privada e o compartilhamento de dados em tempo real (como no Smart Sampa) são essenciais para a resiliência das cidades. Já Fagundes abordou os desafios da malha logística brasileira, alertando que a economia subterrânea ilícita movimenta altos valores. Para ele, as empresas privadas que operam grandes infraestruturas portuárias e rodoviárias precisam aplicar inteligência preditiva e se conectar aos órgãos de segurança pública para mitigar riscos, incluindo o uso de tecnologias antidrone.

Fechando o cerco na esfera digital, Carlos Rust (Diretor de Cibersegurança da FIESP) alertou que a digitalização acelerada transformou os riscos cibernéticos em riscos de negócio. Ele apontou que mais de dois terços das vulnerabilidades estão ligadas ao fator humano e defendeu a criação de uma cultura de segurança robusta, com simulações constantes e testes rigorosos. Rust também chamou a atenção para os desafios iminentes trazidos pela Inteligência Artificial e pela computação quântica.

A principal mensagem do painel? O inimigo é um só. Não há mais espaço para atuações isoladas. A segurança do futuro exige uma união inquebrável entre o poder público, a iniciativa privada e o uso cirúrgico da tecnologia.

Painel 2 - Monitoramento de Cidades e Segurança de Produto: Integração para Combate a Ilícitos

O segundo painel da Exposec Arena, intitulado “Monitoramento de Cidades e Segurança de Produto: Integração para Combate a Ilícitos”, aprofundou a discussão sobre como a tecnologia urbana e a logística corporativa podem atuar juntas contra o crime. Moderado por Suleiman Oliveira (CEO da Arya Consultoria em Gestão de Risco), o debate deixou claro que a segurança corporativa deixou de ser uma área isolada para se tornar um pilar estratégico que garante a competitividade das empresas e a arrecadação do Estado.

Representando o poder público, Juliana Lopes Bussacos, Secretária Municipal de Segurança Urbana de São Paulo, apresentou os avanços do programa Smart Sampa. Com a meta de operar 50 mil câmeras equipadas com inteligência artificial (como reconhecimento facial e leitura de placas), a Secretária destacou o sucesso da integração de câmeras privadas ao sistema público. Mais de 140 empresas já integram suas imagens ao Smart Sampa, auxiliando na recuperação de veículos e na localização de pessoas desaparecidas, provando que "uma cidade mais segura é uma cidade mais produtiva".

Pelo lado da iniciativa privada, Thulio de Carvalho, Gerente de Segurança da Philip Morris, trouxe a realidade de um setor duramente afetado pelo contrabando e roubo de cargas. Ele enfatizou que o grande desafio contemporâneo é integrar a logística com a segurança, e que a tecnologia e a análise de dados são a "cola" dessa operação. Thulio citou um caso de sucesso no Rio de Janeiro, onde o compartilhamento de dados e inteligência corporativa com as forças policiais resultou na desarticulação de quadrilhas especializadas em roubo de cargas.

No entanto, há gargalos estruturais. José Massa, Gerente Regional de Segurança da Bloomberg, elevou o debate ao alertar sobre a falta de amparo legal no Brasil para o fluxo ágil de informações entre empresas e a Segurança Pública. Diferente dos EUA, que conta com programas como o OSAC (Conselho Consultivo de Segurança no Exterior), onde o governo e empresas trocam inteligência sobre riscos de forma estruturada, o gestor público brasileiro atua com receio por não haver uma legislação clara sobre o compartilhamento de dados estratégicos. Massa frisou, ainda, que as corporações precisam parar de ver a segurança apenas como "terceirização" e encará-la como uma área essencial de negócios.

O veredito do painel: Temos a tecnologia e a vontade mútua de cooperar. O próximo passo do ecossistema de segurança é atuar na criação de marcos legais que viabilizem a troca de inteligência ágil e segura entre o Estado e a iniciativa privada, construindo redes de proteção verdadeiramente colaborativas.

Painel 3 - Rastreabilidade e Segurança nas Cidades Inteligentes

O terceiro painel de debates trouxe à luz um tema urgente para o setor de segurança e tecnologia: "Rastreabilidade e Segurança nas Cidades Inteligentes". Com moderação de Antonio Rebouças, Diretor da DESEG/FIESP, o painel reuniu um time de peso: Cristiane Souza Foja (Presidente Executiva da ABRABE), Marcelo Sá (Diretor da GS1), Waldomiro Milanesi (Delegado de Polícia – Classe Especial da PCSP) e Edson Vismona (Presidente do ETCO e FNCP).

Durante as discussões, os especialistas chegaram a um consenso claro e de extrema relevância para o nosso setor: o Brasil precisa avançar com urgência em tecnologias de rastreabilidade.

O alerta foi pautado por um dado alarmante: o país acumula um prejuízo na casa dos R$ 500 bilhões decorrentes de mercadorias roubadas, um valor que se equipara à soma dos orçamentos nacionais da Saúde e da Educação.

Os palestrantes destacaram que a rastreabilidade vai muito além da mitigação de perdas financeiras; trata-se de segurança pública e sanitária. Um exemplo prático citado foi o caso das bebidas adulteradas no ano passado, mostrando que o controle da cadeia logística protege a saúde da população. Muitas indústrias já estão adotando sistemas de rastreio de ponta a ponta, criando uma nova frente de oportunidades e integração para as soluções de segurança eletrônica nas cidades inteligentes.

Leia também

Para empresa

ABESE conquista decisão favorável e derruba lei que proibia portaria remota no DF

Para empresa

Pocket FAB: indústria de segurança eletrônica e a fabricação nacional de chips

Para empresa

Novembro foi marcado por três importantes eventos para o setor de segurança eletrônica

Segurança é
a nossa união.

Torne-se agora um Associado ABESE

Ganhe uma série de vantagens como acesso privilegiado a eventos, informações estratégicas do setor, conteúdos exclusivos e muito mais.

Torne-se agora um Associado ABESE

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

Endereço
Rua Cristovão Pereira, 1312
Campo Belo
São Paulo – SP
CEP 04620-011

contato@abese.org.br

Contatos
Academia
(11) 91755-2270

Comercial
(11) 97068-4353

Eventos
(11) 99947-8852

Marketing
(11) 94316-1406

Financeiro
(11) 99482-4318